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domingo, 25 de outubro de 2009

O JORNAL O ESPECIAL E A CONSTRUÇÃO DA HISTÓRIA LOCAL


A história das pessoas ditas “normais” fica muitas vezes esquecida e abafada pelos holofotes da mídia mercadológica pró “celebridades”. Nesse último caso, não se retrata pessoas normais pelas suas qualidades, mas somente pelas suas desgraças. A história do cotidiano local sempre foi substituída pela história oficial e hoje é trocada pela falsa identidade construída de pessoas que pouco tem a oferecer ao púbico, pelos escândalos governistas e pelos seus feitos insignificantes.
Destacar história local em seu território é deixar de lado esses falsos modelos de vida moderna e bem sucedida e adentrar na esfera do real e palpável. A história local não é moldada a quatro paredes e jogada ao povo, seguindo padrões estáticos de escritura textual. Pelo contrário, é pouco a pouco desenhada e alterada.
Abrir um espaço público de exposição de idéias (e nesse caso o jornal impresso local tem grande importância) sem qualquer censura ou limitação é possibilitar que a história se construa e se molde com a cara do povo. Assim, para construir a história local onde a população contribui e interfere é necessário um olhar do povo para o povo. É impossível colocar no papel a verossimilhança dos acontecimentos do cotidiano, enquanto aquele que se propõe a redigir não se despir das roupas mágicas da Super Âncora Global.
Nesse contexto, a proposta do jornal O Especial merece atenção porque não se propõem a fazer um jornalismo “lustrado” ou “mágico”, mas algo naturalmente do cotidiano. Isso causa certo estranhamento, frustrando certas pessoas, que esperavam algo mercadológico. Deixar de falar da marca da roupa da atriz internacional, para dar espaço aos personagens locais, com suas dores e suas cicatrizes é o que rege a verdadeira construção da história local. A condição de acadêmicos e aprendizes dos responsáveis contribui para que haja esse desligamento da “áurea global imaculada” pregada diariamente e para que se faça “o jornal que é a nossa cara”.
PUBLICADO NO JORNAL O ESPECIAL OUTUBRO DE 2009

domingo, 18 de outubro de 2009

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL MARKUS DONATTI BRESSAN

Caros Pais e Responsáveis:

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Markus Donatti Bressan será implementada para o ano de 2010. Os padrões determinados no Projeto Político Pedagógico estão embasados em experiências sucedidas nas melhores escolas particulares em diversos locais do Estado do Rio Grande do Sul. Pois estamos cientes de que a qualidade da Educação é um ponto fundamental para uma sociedade melhor.
Na Escola Markus Donatti Bressan estarão para 2010 disponíveis aos educandos regularmente matriculados o seguinte:

ARTES – O contato com as artes desde os anos iniciais, permite que os alunos desenvolvam seu senso estético e estabeleçam noção das dimensões culturais. A arte possibilita que o educando construa seu conhecimento a partir dos diversos padrões textuais e reconheça as diversas artes existentes no mundo.
LÍNGUA INGLESA – O ensino de Língua Inglesa desde os anos iniciais insere o educando no universo globalizado e moderno. O estudo da língua estrangeira estimula a convivência com uma nova cultura, forma conceitos, auxilia na percepção visual, auditiva e oral, assim como propicia o convívio e a socialização das crianças.
INFORMÁTICA BÁSICA - Com o avanço tecnológico é importante que as crianças tenham acesso cada vez mais cedo aos meios digitais. Os alunos da EMEF Markus Donatti Bressan terão em seus conteúdos a iniciação à informática básica, o que os torna incluídos e os capacita digitalmente.
VÍDEOS INFANTIS PEDAGÓGICOS - O acervo de filmes educativos e infantis com mais de 100 unidades. Estando os mesmos disponíveis para retirada da Escola pelos educandos regularmente matriculados.
LABORATÓRIO DE MATEMÁTICA - A Escola dispõe de materiais pedagógicos para o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático. O qual auxiliará o educando na identificação e no reconhecimento dos principais símbolos e instrumentos matemáticos.
PASSEIOS DE CONHECIMENTO – As crianças através de passeios esporádicos terão oportunidade de conhecer diversos lugares, que além de divertidos possuem um caráter educativo e propício para a aprendizagem.
OFICINAS DE RECICLAGEM – Almejando a educação de cidadão conscientes e atuantes, a escola oportuniza através de oficinas de reciclagem a inclusão dos educandos no patamar da conscientização ambiental. As oficinas utilizam metodologias e materiais que os educandos dos anos iniciais podem manusear e realizar suas criações para uso estético ou utilitário.
AGENDA SAÚDE LEGAL – Através deste projeto o educando da EMEF Markus Donatti Bressan terá um controle de sua situação de saúde com as anotações realizadas pela equipe da Sec. Mun. De Saúde. Além disso, terão oficinas e atividades promovidas pela nutricionista da SMECD.
EDUCAÇÃO FÍSICA – Os educando terão aulas em dias específicos com professor de nível superior em Educação Física, com a realização de atividade que estimulam o crescimento e o desenvolvimento. Ainda, terão oportunidade de estar em constante contato com outros profissionais dos diversos ramos da saúde.
TRANSPORTE – Os alunos da EMEF Markus Donatti Bressan terão a sua disposição transporte escolar. Sendo que o mesmo ficará disponível na escola durante o período de aula.
HORTA MIRIM - Com a construção de uma horta, será desenvolvida atividade de conservação e manutenção das plantas. Aplicando, então, essa prática aos conhecimentos teóricos de sala de aula.
LIVROS DIDÁTICOS – Os livros didáticos utilizados na escola são de qualidade e atualizados, assemelhando-se aos das escolas particulares. E não haverá custos para os educandos.
PROFESSORES – Os professores destinados a escola serão profissionais qualificados e habilitados para cada área com nível superior e a maioria com pós-graduação. Os professores de educação física e inglês serão profissionais graduados na área.

Contamos com sua visita na Escola para conhecer melhor nossa Proposta Política Pedagógica.

Matricule seu filho, pois a educação para futuro começa aqui!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A RELAÇÃO PROFESSOR ALUNO

A relação entre professores e alunos nunca foi pacifica como muitos querem, mas também nunca esteve em tão grave estado como está agora. A falta de entendimento entre eles é um problema atual e latente na escola moderna. Alunos agridem professores de fora grave sem um motivo aparente, causando desconforto entre a comunidade escolar. Os professores muitas vezes rebatem com a mesma intensidade. Gerando um caos institucional. Mas o que é preciso para enfrentar essa problemática?
Diuturnamente verifica-se nos noticiários dos telejornais que professores são agredidos por seus educandos no ambiente escolar. Se forem analisados, os motivos pelos quais esses fatos ocorrem, chega-se a conclusão que são fúteis ou insignificantes. Pois, aparentemente o menor gesto ou ação desencadeia um ato tão violento, que se não leva à morte causa uma lesão gravíssima. Na verdade esse fato é uma denuncia silenciosa que a sociedade está doente.
Um grande problema da violência entre professores e alunos recai sobre a certeza da baixa penalidade. O desconhecimento por parte dos professores deixa o caminho livre para a criminalidade infanto-juvenil, principalmente em ambiente escolar. As agressões verbais (que causam tortura psicológica) e físicas não são denunciadas por medo, pois os menores encontram respaldos muitas vezes em grupos criminosos, e o que e pior, nos próprios pais.
Não obstante essas circunstâncias, quando punidos, os jovens encontram no sistema dito “socio-educativo” falhas graves que quando não os deixam à solta, os preparam ainda mais para o mundo do crime. Assim, o docente para ter segurança necessita de uma reformulação profunda tanto das normas.
Ainda, para a melhoria das relações afetivas entre professores e alunos é preciso haver o ataque direto aos problemas sociais, uma vez que a raiz deste problema está nas conseqüências que a desigualdade social produz. Aparatos como cursos, oficinas, artes e esportes voltados à educação popular são apontados como meio de produzir uma consciência política e mobilização contra os males da desigualdade social. A não estagnação dos agentes sociais (Estado e Sociedade Civil) em prol desta parcela da população permite a educação de alunos menos violentos, tendo em vista que o ambiente que em vivem reproduzem em sala de aula.
Para amenizar a questão da relação afetiva entre professores e alunos no ambiente escolar não basta somente atacar com o rigor legal ou sua eficácia na execução. Não que isso não seja importante na situação atual, precisa-se reprimir ações agressivas e “recuperar” os infratores e atacar uma das principais causas destas infrações: “a desigualdade social”.

Artigo publicado no Jornal O Especial em 09 de outubro de 2009.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

COMPETENCIAS EDUCACIONAIS

A LDB estabelece as normas para a educação brasileira seja efetivada. Assim, segundo a referida lei, na organização do ensino, o Governo Federal, o Estadual e os Municípios têm incumbências especificas.

Sabemos que o acesso ao ensino fundamental é direito público subjetivo, podendo qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação comunitária, organização sindical, entidade de classe ou outra legalmente constituída, e, ainda, o Ministério Público, acionar o Poder Público para exigi-lo.

A União incumbir-se-á de: elaborar o Plano Nacional de Educação, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais do sistema federal de ensino e o dos Territórios; prestar assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para o desenvolvimento de seus sistemas de ensino e o atendimento prioritário à escolaridade obrigatória, exercendo sua função redistributiva e supletiva; estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica comum; coletar, analisar e disseminar informações sobre a educação; assegurar processo nacional de avaliação do rendimento escolar no ensino fundamental, médio e superior, em colaboração com os sistemas de ensino, objetivando a definição de prioridades e a melhoria da qualidade do ensino; baixar normas gerais sobre cursos de graduação e pós-graduação; assegurar processo nacional de avaliação das instituições de educaçã o superior, com a cooperação dos sistemas que tiverem responsabilidade sobre este nível de ensino; autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de educação superior.

Os Estados incumbir-se-ão de: organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus sistemas de ensino; definir, com os Municípios, formas de colaboração na oferta do ensino fundamental, as quais devem assegurar a distribuição proporcional das responsabilidades, de acordo com a população a ser atendida e os recursos financeiros disponíveis em cada uma dessas esferas do Poder Público; elaborar e executar políticas e planos educacionais, em consonância com as diretrizes e planos nacionais de educação, integrando e coordenando as suas ações e as dos seus Municípios; autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino; baixar normas complementares para o seu sistema de ensino; assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio.

Os Municípios incumbir-se-ão de: organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus sistemas de ensino, integrando-os às políticas e planos educacionais da União e dos Estados; exercer ação redistributiva em relação às suas escolas; baixar normas complementares para o seu sistema de ensino; autorizar, credenciar e supervisionar os estabelecimentos do seu sistema de ensino; oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com prioridade, o ensino fundamental, permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino.

Desta forma podemos apresentar como exemplo de atividades para trabalhar séries iniciais:

- Princípio ético: trabalharíamos um texto em quadrinho que envolvesse questões de dever moral;

- Princípios políticos – trabalharíamos a confecção de títulos de eleitor e uma votação para o representante da turma;

- Princípio estético – trabalharíamos com as diferenças culturais existentes na sala de aula. Tais como, delimitar a religião, as festas que freqüentam, se sabem de onde as bisavós vieram, pedindo que façam representação pictórica das famílias.

Nas metas do PDE, a meta da Educação Infantil principal é os itens que definem a infra-estrutura para a construção e funcionamento de instituições de educação infantil. Isso se faz necessário, porque não é admissível que escolas desestruturadas funcionem sem controle.
Já para o ensino fundamental é preciso que ocorra a promoção da participação da comunidade na gestão das escolas, universalizando, em dois anos, a instituição dos conselhos escolares ou órgãos equivalentes.

Por isso, essas são mudanças que devem ser efetuadas e consideradas no saber pedagógico e no desenvolvimento de suas atividades. O desenvolvimento da educação brasileira só será efetiva quando os responsáveis governamentais, atuem em conjunto com a comunidade. Agir em separado não leva alugar nenhum. As atividades devem ser desenvolvidas considerando o contexto de cada um, visando sanar as deficiências locais. Então o comprometimento deve ser de todos, e estar paralelo com os direitos.

sábado, 29 de agosto de 2009

PRINCIPAIS TEORIAS/ABORDAGENS DA AQUISIÇAO DE LINGUAGEM

Comentário ao texto de Lélia Erbolato Melo

Nesse texto, propõe-se em demonstrar um histórico da psicolingüística nas suas principais teorias: behaviorismo, construtivismo, inatismo,
O behaviorismo está embasado em proposta empírica que afirma que a criança é uma tabula rasa e o conhecimento é impresso através do estímulo-resposta e da imitação. Está atrelada a visão a observação das ações, seu caráter é empirista e limitando-se ao que pode ser captado do mundo externo, pelos sentidos, ou do mundo subjetivo, pela introspecção.
Essa teoria zela pelo ato de reprodução de ações. O ambiente estimula e a criança oferece as respostas, seja pela compreensão ou pela própria produção lingüística. É um processo de gravar as respostas corretas e eliminar as incorretas.
O inatismo é o nome que se dá para a teoria de Chomsky, que consiste em dizer que a linguagem humana é inata, gerando a conclusão de que a linguagem é igual em todo o mundo, havendo diferenças superficiais. A aquisição só se dá se a criança está preparada para processar os dados desse tipo.
Com o construtivismo, Piaget afirma que a construção do conhecimento está no meio do racionalismo de Chomsky e do empirismo de Skinner. O conhecimento, para ele, é resultante de uma atividade estruturadora por parte do sujeito. O sujeito é um ser ativo que estabelece relação de troca com o meio-objeto.
O modelo funcional de Halliday compreende a língua como um processo de comunicação e não pode ser compreendida como um objeto independente, ele analisa a estrutura gramatical tendo como referência a situação comunicativa inteira: o propósito do ato de fala, seus participantes e seu contexto discursivo. Sua análise deve considerar o contexto em que está inserido o indivíduo.
O sistema lingüístico está intrinsecamente ligado ao sistema social, ao uso. Cada indivíduo faz parte de um grupo social e usa a língua em situações variadas para atingir diferentes objetivos. Assim, a intenção do falante deve ser considerada na análise do sistema.

Fato Social, Ideologia e Ética

Muito se tem pensando e comentado sobre o problema da ética na vivencia em sociedade. No entanto, não se tem discutido e nem proposto quais as vertentes que influenciam a própria existência da ética. Apenas verificar se entre eles há alguma semelhança de suas características.
Lançando um olhar sociológico, o fato social, segundo a análise de Durkhein, é um acontecimento externo ao indivíduo, que o influencia diretamente, agindo de modo a aderirem aos seus valores pela coerção, que em certos casos é imperceptível, e ainda, é geral na extensão de uma sociedade dada, apresentando uma existência própria, independente das manifestações individuais que possa ter.
Podemos identificar a ideologia como sendo um elemento capaz de interferir como uma força acareadora com outras forças, em determinada concepção social em certa conjuntura social e histórica. Cada formação ideológica fundamenta um conjunto complexo de atitudes e de representações que não são nem “individuais” nem “universais”, mas se relacionam quase que diretamente à posições de classe em conflito umas em relações a outras. Ela é portanto, possuidora das características do fato social. Tal como ele, ela é coerciva, aplicável ao grande grupo, tendenciosamente argumentativa (mascarando-se no bem comum), passível de uma sanção, apresentando uma existência própria e existente independentemente de manifestação individual.
Por fim, a ética está vinculada a conduta humana, onde seus argumentos estão pautados numa atitude de profundo e permanente respeito ao ser humano e o compromisso de contribuir para o seu aperfeiçoamento e valorização. Embora essa seja uma ideia difundida entre muitos segmentos, é possível verificar as mesmas características da ideologia e consequentemente do fato social na construção da ética.
Essa interrelação entre o fato social, a ideologia e a ética não significam que a ética tenha um caráter negativo, ou então, que se pretenda defender a ideologia em seu sentido coercivo. O que se pretende é demonstrar que existem neles muitas semelhanças e é o homem quem vai decidir a utilidade de seu uso.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A PESQUISA EM AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM: TEORIA E PRÁTICA

Comentário ao texto de Alessandra Del Ré

No século XX que os estudos da linguagem infantil e da lingüística andam misturados. É com Sausurre e Bloonfiel que há uma analise cientifica sobre a lingüística de forma teorizada. Com Chomsky (anos 50) inauguram-se novos olhares para a lingüística, principalmente com a formação da Gramática Gerativa Transformista. Então, novas “ciências ” tratam de estudos lingüísticos, e a psicolingüística é uma.
A psicologia influencia os estudos lingüísticos de tal forma que formulam-se teorias sobre a experimentação humana, através dos atos ligados a aprendizagem, principalmente nos processos de aquisição da linguagem.
A aquisição da linguagem pode ser explicada por diversas teorias, dentre elas o empirismo, o racionalismo e o interacionismo social.
No empirismo, o behaviorismo e o conexionismo pregam que as experiências humanas são fatos que fundamentam o processo de aquisição. Os processos ocorrem de forma interna e não relacionam-se com o social. Skinner diz que a linguagem pode ter um reforço positivo, um reforço negativo, ou nenhum tipo de reforço.
Pelo racionalismo prega-se que o indivíduo nasce com aptidões inatas e que o pensamento é que realiza o processo de aquisição da linguagem, herdada geneticamente. O cognitivismo liga a linguagem a cognição, a aquisição e o desenvolvimento da linguagem são processos derivados do desenvolvimento do raciocínio.
No interacionaismo social a aprendizagem ocorre com o contato da criança com o meio, então, ela se desenvolverá segundo o que o meio lha proporciona. Através de ações mediadoras, segundo trocas comunicativas entre os seres do grupo social.
No processo de comunicação, a criança e o interlocutor se tornam sujeitos do diálogo, a segmentação da ação e dos objetos do mundo físico, e a criança também opera sobre a sua construção lingüística.
A questão de língua, linguagem e discurso parece ser uma questão especial no tratamento da aquisição da linguagem. A linguagem é a capacidade humana de se comunicar por meio de um sistema de sinais vocais (língua)que exerce uma função simbólica. E o discurso é a utilização da linguagem através da língua assumida pelo falante, constituída de seqüências lógicas. O discurso pode vir “recheado” de intenções e ideologias.
O que se pode dizer do processo de aquisição de linguagem infantil é que está inserido num complexo mundo de possibilidades. As correntes como o próprio texto diz não constitui em nível de qualidade, mas de contextos e teóricos, sendo o “ponto de vista que determina o objeto”.