André Gilberto Boelter Ribeiro


Textos, Artigos Públicados, Reportagens citadas, Fotos, entre outros assuntos.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

PROFESSOR: CAMINHOS E DESCAMINHOS

É comum ouvirmos de muitas pessoas que a carreira de professor está desvalorizada e que suas palavras não são valorizadas. Ouve-se que o professor assumiu um papel de família a qual não está preparado e que por isso não consegue resolver suas próprias questões. São muitos os caminhos e descaminhos dessa profissão.
O professor ainda é um formador de opinião dentre a sociedade, principalmente nas pequenas cidades. Os professores em muitas localidades são referência e padrão de conduta para a população. Porém, a maioria dos professores desconhecem que possuem esse poder de articulação de ideologias e de formação de opinião entre seus alunos.
Os professores ainda não se despertaram para a revolução social que podem realizar dentro de uma sala de aula. Dentro desse espaço, são os professores quem possuem a voz e a oportunidade de trabalhar valores e ideais. De selecionar textos, figuras e temáticas que os possibilite desenhar e moldar aqueles que os ouvem. O trabalho de professor é um trabalho fortemente argumentativo e de convencimento. É um embate ideológico. E o professor deve fazer uso dessas prerrogativas de sua profissão.
Outro ponto é que o professor é um profissional que tem suas palavras como marco de credibilidade. Segundo uma pesquisa internacional realizada pela empresa alemã GKF, efetuada em 19 países, incluindo o Brasil, exibe que os professores de ensino fundamental e médio estão entre os profissionais que têm maior credibilidade junto à população. No Brasil eles ficam em terceiro lugar, com 87% de aprovação.
Nos descaminhos, um grande problema na vida do professor é a tênue linha que separa a sua função da função familiar. Há uma confusão entre essas duas bases de formação do indivíduo, e nesse “embate” as crianças ficam livres de qualquer autoridade e limites. O professor torna-se escravo de leis más interpretadas e torna-se vítima da violência que invade muitas escolas do país.
Nesses caminhos e descaminhos cabe ao professor descobrir uma forma de melhorar as condições de atuação profissional, seja no âmbito salarial, seja nas condições das escolas ou seja nas relações pessoais e sociais que estabelecem no decorrer de seu trabalho. Mobilizando a sociedade para lutar por seus direitos.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

DICA DE LEITURA: FEVEREIRO DE 2011


Maior sucesso latino-americano em escala mundial desde Gabriel García Márquez, Roberto Bolaño consolidou-se na direção contrária de seu predecessor, apresentando, em lugar da literatura fantástica que notabilizou o autor de Cem anos de solidão, um realismo cru, de humor sardônico e pessimista. É nessa chave que se desenrola 2666.
Fiel aos dois principais temas que atravessam toda a obra do autor chileno - violência e literatura -, o livro é composto de cinco romances, interligados por dois dramas centrais: a busca por um autor recluso e uma série de assassinatos na fronteira México-Estados Unidos.
A primeira história narra a saga de quatro críticos europeus em busca de Benno von Archimboldi, um escritor alemão recluso do qual não se conhecem fotos. Na segunda, há a agonia de um professor mexicano às voltas com seus problemas existenciais. O terceiro romance conta a história de um jornalista esportivo que acaba se envolvendo com crimes cometidos contra mulheres da cidade de Santa Teresa, no México (ficcionalização de Ciudad Juárez). Na quarta e mais extensa das partes do livro, os crimes de Santa Teresa são narrados com a frieza e o distanciamento próprios da linguagem jornalística das páginas policiais. E finalmente, na quinta história o leitor é conduzido de volta à Segunda Guerra, tornando-se testemunha do passado misterioso de Benno von Archimboldi.
Apesar do tamanho monumental - a edição espanhola de 2666 tem mais de mil páginas -, a trama enigmática mantém o leitor em estado de suspensão até as últimas palavras, quando só então o autor oferece a solução que permite compreender o conjunto do livro.
Recheado de reflexões sobre a natureza do mal, a relação entre cultura e violência e, de quebra, a situação do intelectual latino-americano, 2666 é um livro inteligente, surpreendente e de leitura fácil. Não por acaso, fez uma carreira tão assombrosa no contexto da crítica internacional e entrou para o rol dos grandes fenômenos literários da atualidade.

"O que Bolaño perseguiu e alcançou foi o romance total, colocando o autor de 2666 no mesmo time de Cervantes, Sterne, Melville, Proust, Musil e Pynchon." - Rodrigo Fresán

"Não somente o grande romance em língua espanhola da década, mas também um dos pilares que definem toda uma literatura." - La Vanguardia

"Bolaño é o mais influente e admirado romancista de língua espanhola da sua geração." - Susan Sontag

"Todos eles são Bolaño, todos nós somos Bolaño, até você é Bolaño." - Patti Smith

FONTE DESTE TEXTO: CIA DAS LETRAS

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

LINGUA ESTRANGEIRA E MERCADO DE TRABALHO



O processo globalizado da sociedade iniciado nas ultimas décadas do século passado instaura um novo caminho a ser percorrido pelas pessoas que querem um emprego melhor, e até mesmo, na formulação de propostas pedagógicas nas escolas. O indivíduo deve ter um domínio intermediário de língua e cultura estrangeira para poder ser considerado como uma pérola no mercado de trabalho.

A necessidade de saber língua estrangeira no mercado de trabalho atual não se restringe mais ao inglês e ao espanhol, pelo contrário, é preciso ter um diferencial, principalmente no que tange nos assuntos internacionais. Se olharmos nos sites de empresas multinacionais, uma das exigências é um domínio pleno de um idioma, no entanto, lendo artigos sobre o assunto, verificaremos que saber várias línguas, além de colocar o profissional no mercado de trabalho, aumenta o salário.

Apesar de já estarem inseridas no programa escolar, a língua espanhola e a língua inglesa não conseguem ser plenamente desenvolvida, principalmente nas escolas públicas brasileiras. Um dos motivos é a carga horária que impossibilita o professor de desenvolver todas as habilidades necessárias para aquisição da linguagem estrangeira, pois o estudo da língua estrangeira envolve o ouvir, o falar, o escrever e o ler. E que a língua estrangeira ainda não é considerada essencial para a maioria do público adolescente.

Outro problema encontrado no ensino da língua estrangeira nas escolas é que ele, na sua maioria das vezes, é realizado dissociado de um estudo cultural consistente. Raramente é que se vê um ensino de língua estrangeira aplicada a cultura de origem, o que desvaloriza e desestimula os alunos.

Enfim, independentemente de qual língua se está estudando é preciso ter claro que é um estudo contínuo e perene para a real aprendizagem. A dita “formatura” não certifica ninguém de um domínio integral, pelo contrário, apenas outorga um mínimo de conhecimentos a respeito do assunto.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

EMPREENDEDORISMO DO BRASIL

RESUMO

O networking é um meio que o empreendedor do início do século XXI dispõe para aumentar sua rede de relacionamentos. Networking pode ser traduzido no antigo modelo de indicação pessoal, referências pessoais, ele é uma rede de contatos profissionais, que não corresponde somente aos empregos. O networking bem elaborado é possível abrir novos horizontes para o profissional empreendedor. O empreendedorismo na atualidade exige muita aptidão para negociar, se relacionar e administrar e o networking no relacionamento profissional tem muito valor.

Palavras-chaves: Empreendedorismo; Networking; Rede de relacionamentos.


1 INTRODUÇÃO

O recente surgimento da expressão networking representa uma evolução do famoso apadrinhamento, principalmente sobre a importância de se criar e manter redes de relacionamentos. Na atualidade muitas pessoas experimentam cargos elevadíssimos por estar atento a essas informações. O networking se identifica a construção de uma casa, que começa pelos alicerces.

O presente trabalho visa esclarecer quais as funções do networking no processo empreendedor, destacando os conceitos dos dois termos, networking e empreendedorismo, para facilitar a análise dos componentes teóricos.


2 CONCEITO DE NETWORKING

Networking é em outras palavras rede de contatos ou rede de relacionamentos. E é uma ótima agenda para os profissionais, “um grupo de pessoas com o qual se relaciona e que pode ajudá-lo a abrir as portas, gerar novas oportunidades e até mesmo encontrar o trabalho dos seus sonhos”. (SILVEIRA, 2006, p. 6). Deve ficar claro que networking não tem nada a ver com amizade, nem com enviar mensagens de e-mail para um grupo de pessoas e recebendo outras em trocas, não é ter a lista de nomes e cargos dos principais dirigentes de empresas, nem participar de comunidades de relacionamentos.

Segundo Silveira (2006, p. 10) o que move o networking é o indivíduo ser participativo, empreendedor e ter espírito comunitário:

A troca de informações, a socialização de experiências, um toque de calor humano às formalidades do dia-a-dia. Com a aproximação, nascem as amizades e cria-se, se não intimidade, pelo menos cumplicidade. Não se trata de uma coisa interesseira, como muitos costumam pensar. Se disso vier uma proposta para trocar de emprego ou a oportunidade de fechar negócio, ótimo. Caso não venha, ótimo também, o importante é que os amigos sempre se ajudem.

Persona (2007, p. 24) define o networking como uma rede de relacionamentos em que pessoas criam vínculos, que permite fazer a divulgação imediata daquilo que se faz. Não se trata de amizade pura, mesmo que muitos sejam amigos, que objetiva a troca de ajuda.

O networking é uma ferramenta do marketing pessoal e profissional, também denominado rede de contatos. Silva (1999, p. 01) defende que a importância de construir um networking é imprescindível para qualquer pessoa seja para a promoção pessoal ou profissional. Ter uma rede de contatos é totalmente ético e identificado pela personalidade e que tais grupos têm como finalidade não apenas a recolocação no mercado de trabalho, mas também outras inúmeras possibilidades tais como: projetos ligados a menores abandonados, combate ao consumo de drogas, consultoria a pequenos empresários, Cidadania, Terceira Idade, etc. Existe um vasto campo de possibilidades de atuação que depende exclusivamente de como são montadas tais Redes, criando-se assim uma maneira mais humana e politicamente correta.


3 NETWORKING E EMPREENDEDORISMO

Empreendedorismo, para Wagner (1998) é “a capacidade de agir sobre as coisas, inclusive sobre os outros (como objetos da ação). O empreendedor é empático e seu poder é conquistado pela acumulação de atributos: força, conhecimento e propriedade”. “Ser empreendedor exige uma elevada dose de competência pessoal para exercitar habilidades diversas sem jamais perder de vista a harmonia do conjunto da organização” (MEDEIROS, 2001, P. 21).

O empreendedorismo exige do profissional algumas atitudes especiais, como a criatividade e inovação; disposição para atuar em equipe; visão sistêmica e de longo prazo; capacidade de negociação; adaptação à mudança; liderança; capacidade de comunicação para estabelecer network; e disposição para correr riscos. Medeiros completa destacando alguns requisitos que o empreendedor deve ter:

A gênese do empreendedorismo consiste em demonstrar ao universo que nos rodeia, a nossa capacidade de gerar e gerenciar idéias produtivas. E isso se faz a partir da identificação de nossas virtudes, do nosso talento em atividades que nos trazem compensação emocional. Em resumo, devemos descobrir o que gostamos de fazer, porque isso fazemos bem. Quem sabe o que deseja na vida, tem meio caminho andado em direção ao sucesso profissional e pessoal. Já aquele que não conseguiu descobrir suas potencialidades, dificilmente irá a algum lugar. Corre o risco de passar a vida inteira frustrado, tentando fazer algo de que não gosta porque não se sente qualificado/preparado para realizar. (MEDEIROS, 2001, p. 22)

A relação entre empreendedorismo é estreita visto que através do networking o empreendedor consegue alargar seus contatos e fazer com que clientes venham até ele, oportunidades sejam criadas e descobertas. Ao contrario do que muitos pensam, o networking não serve apenas para recolocação em emprego, ele se presta para estreitar relações com aqueles relacionamentos que nem sempre é possível ver todos os dias. Para Pitaluga (2005) o profissional deve estar atento as pessoas, oferecendo seus serviços, “conectando-as a pessoas de seu interesse ou mesmo dando dicas, se questionado, sobre um tema específico.”

Um empreendedor deve ao trabalhar com seu networking expressar sua opinião, “participando nos blogs e fóruns de discussão moderados por terceiros. Contribua de modo significativo para o enriquecimento da discussão. Evite a tentação de fazer piadinhas de qualquer tipo.” (PITALUGA, 2005). Estando aberto ao diálogo, procurando novos contatos, sempre mantendo o seu foco, sabendo dizer não educadamente, recusando as ofertas de negócios que esteja fora do seu padrão.

Para tecer uma boa rede de relacionamentos é fundamental que o empreendedor participe ativamente de eventos sociais, esportivos, religiosos, seminários, palestras e congressos. Quantos negócios interessantes não podem começar, por acaso, numa festinha de aniversário de crianças, numa reunião de pais de alunos, numa pelada de futebol, numa reunião de moradores do bairro, num churrasco ou festa beneficente. Sempre digo para os alunos de empreendedorismo que o empresário é a melhor e mais barata peça promocional do seu próprio negócio. (BOLSON, 2005, p.02).

Silva (1999, p. 02) argumenta que uma "Rede de Contatos" tornou-se atualmente uma "Entidade" imprescindível para o sucesso de cada participante, seja como forma de um novo emprego ou até mesmo prestação de serviços dentro de cada especialização. Seja através da solicitação de um amigo, de alguém que já se fez algum serviço devido a construção de uma boa imagem profissional e respeitabilidade. Em suma, uma rede de contatos é importante para contratos de negócios, sendo eficientes para anúncios de negócios, ajudando a captar oportunidades ocultas, através de uma aproximação sutil e mais eficiente que outras, principalmente para um empreendedor novato.


4 CONCLUSÃO

A globalização afeta o mercado tanto para os empregados como para os investidores. Obrigando a todos a recorrem a antigas formas de indicação para se sobressaírem em seu setor. O Networking pode ser traduzido no antigo modelo de indicação pessoal, referências pessoais, ele é uma rede de contatos profissionais, que não corresponde somente aos empregos. A nova roupagem do antigo sistema de indicação permite que a rede de relacionamentos seja efetivada de forma mais abrangente, principalmente com os novos meios de comunicação.

O networking, rede de relacionamentos ou a rede de contatos permite que troquem informações importantes tais como grandes oportunidades, não somente no mercado de trabalho, mas na ofertas de serviços. É por isso que define-se como networking o meio que o empreendedor do início do século XXI dispõe para aumentar sua rede de relacionamentos. Com o networking bem elaborado é possível abrir novos horizontes para o profissional empreendedor, conquista de novos clientes, novas ofertas de produtos, etc.

O contato em redes de relacionamentos deve ser atualizado constantemente, para que sempre que surjam novas oportunidades, cheguem até seu proprietário. O empreendedorismo na atualidade exige muita aptidão para negociar, se relacionar e administrar e o networking no relacionamento profissional do empreendedor tem muito valor.


5 REFERÊNCIAS

BOLSON, Eder. Empreendedorismo e network. 23 de junho de 2005. Disponível em: http://www.administradores.com.br/artigos/546/. Acessado em: 06/03/2008 às 18:15 hs.

PERSONA, Mario. Entrevista: Marketing pessoal. Disponível em: http://www.mariopersona.com.br/entrevista_dgabc.html. Acessado em: 06/03/2008 às 17 hs.

PITALUGA, Octavio. Princípios Básicos de Networking. Disponível em: www.net-bridges.com.br/redesdenegocios. Acessado em 07/03/2008 às 18 horas.

MEDEIROS, Paulo. Empregabilidade: como gerenciar seu talento. Disponível em: www.valdirmedeiros.com.br/medeiros/content/elivro/livro.pdf. Acessado em: 06/03/2008.

SILVA, Carlos dos Santos. Rede de Contatos (Networking). 17/11/1999. Disponível em: http://www.converge.org.br/networking.htm#REDE_DE_CONTATOS. Acessado em: 06/03/2008.

WAGNER, Jaime. Líder x Empreendedor. 1998. Disponível em: http://vounessa.terra.com.br noticias/mostraNoticia.asp?idNoticia=2029. Acessado em: 06/03/2008.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Leitura e Férias

Esses dois vocábulos parecem ser incompatíveis, principalmente quando passamos o ano inteiro carregados de leituras profissionais. No entanto, poucos são os prazeres melhores do que uma leitura durante um período de relaxamento. Assim, é possível destacar quatro pontos favoráveis da leitura de férias.
O primeiro ponto de destaque sobre a leitura nas férias, é que nesse período podemos eleger textos de nossa presidência, sobre assuntos que temos maior afinidade ou que nos interessam. Quando estamos envolvidos com coisas que temos empenho, a leitura torna-se algo que flui normalmente e com maior aproveitamento. Então, quando decidimos fazer leitura de um livro que nos espera na estante a alguns meses durante o período de férias sem sermos compelidos no que tange ao assunto a leitura é muito prazerosa.
O segundo ponto da leitura no período de férias, é que ela sendo descomprometida com fatores externos pode-se dar ênfase ao que considerar mais importante no texto, determinando um ritmo pessoal no ato de ler. Não há uma data limite, com término programado por outra pessoa. É o próprio leitor quem determina o ritmo e os horários da leitura, e a sua finalidade está mais vinculada a intenção do leitor e não a de dada ementa disciplinar.
O terceiro ponto que envolve a leitura nas férias escolares ou profissionais, é que o tempo que em ocorre a leitura é um tempo de sossego, não há pressões, nem interrupções. Nada mais inoportuno que ler um livro, independente da extensão, sendo pressionado a terminar, a analisar segundo um roteiro prévio, com abordagens distintas daquelas que queremos imputar ao texto. É nesse sentido, que uma leitura fora do alcance acadêmico ou profissional estabelece com o leitor uma cumplicidade e propicia prazer impar.
O quarto ponto da leitura nas férias refere-se a relação do próprio leitor com o texto. O leitor toma como sendo seu, algo que não lhe pertence. Ou seja, há uma apropriação do leitor para com o texto e do texto para com o leitor, maior nessa leitura descomprometida, do que naquelas marcadamente obrigatória. Infelizmente, na maioria das vezes, o leitor ao ser impelido a leitura não se entrega totalmente ao texto, sempre reservando parte de seu conhecimento para si, escondendo ou limitando sua experiência, como num gesto de desconfiança. Já na leitura de férias, a qual chamamos de descomprometida acadêmica ou profissionalmente, o leitor, por ter tido a iniciativa, abre-se para o texto, como que numa troca mútua, havendo, assim, maior aproveitamento.
Dessa forma, não é tão dissociada a ideia de que os vocábulos leituras e férias possam caminhar no mesmo trilho. Acreditamos que, a leitura seja tão importante e vital para o ser humano como os atos higiênicos, embora haja muita divergência entre essa comparação. Não é porque se está de férias que se deixe de tomar banho ou escovar os dentes, também, não é porque se está de féria que não se deva ter momentos de leitura.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

DICAS DE LEITURA: JANEIRO DE 2011


NADA A DIZER
de Elvira Vigna


Nada a dizer é a história de um adultério, narrada do ponto de vista da mulher traída. No entanto, muito mais do que o inventário de perdas e danos em que costuma consistir esse tipo de relato, o que se encontra nestas páginas é uma investigação minuciosa das motivações de cada um dos envolvidos, bem como uma discussão indireta das possibilidades de entendimento amoroso no mundo urbano contemporâneo.
Temas como lealdade, autoconhecimento e convivência afloram das evoluções do triângulo formado por Paulo, sua amante N. e a narradora, cujo nome não é revelado. Um fugaz triângulo, em que um casal de alternativos de meia-idade, experimentados nas revoluções políticas e comportamentais dos anos 1960, é abalado pela entrada em cena de uma amante vinte anos mais jovem e com um perfil que tanto um quanto o outro não hesitariam em chamar de "burguês" em suas juventudes.
Uma das argúcias da autora é mimetizar a prosa confessional de autoexposição, tão em voga nos nossos dias, mas com o deslocamento e condensação de uma obra de ficção. Com um humor cruel e uma lucidez não prejudicada pelo natural rancor, a narradora revisita obsessivamente os acontecimentos, buscando entre eles as raízes de seu autoengano, num exercício quase masoquista - mas necessário - de descoberta e revelação. É sua única via possível de recuperação.
A instabilidade marca a trajetória dos personagens. No início do relato, o casal de protagonistas acaba de se mudar para São Paulo. As caixas e malas espalhadas aleatoriamente pela casa são o signo de uma aceitação consciente de ritos de passagem. Não por acaso, grande parte dos acontecimentos narrados ocorre em trânsito - na rua, em aeroportos, cafés, hotéis de alta rotatividade - e as conversas cruciais se dão no espaço fluido dos e-mails, chats on-line e mensagens de celular. A história que a narradora afinal consegue desenhar é volátil e inapreensível como a própria vida.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

UMA SEMANA DE PRAZO PARA SUA TRISTEZA





Uma semana para melhorar sua auto estima (10 passos)

Nada melhor que tirar uma semana das suas férias para cuidar de você. Mesmo que o ano não tenha sido tão corrido, é muito bom estar se preparando para o próximo ano. Abaixo sugerimos que em uma semana realize os passos de ouro para melhorar sua auto estima:
1º passo – Alimentação – Faça uma dieta com frutas, chás, sucos, verduras, legumes. Livre-se de gordura e açúcar pelo menos por uma semana.
2º passo – Exercício físico – Faça exercícios físicos regularmente, no início do dia ou no final do dia. Não mais que uma hora.
3º passo – Visual – Dê um trato em seu visual, (não comprando roupas novas), mas abrindo seu guarda-roupa e utilizando e reformando aquelas roupas que estão no fundo. Use cores alegres.
4º passo – Corporal – Corte cabelo, faça unhas, sobrancelhas, limpeza de pele, etc.
5º passo – Filme ou livro – Separe um dia para ver um filme e ler um livro que você se identifique. Sugerimos um filme que tenha significado especial e mensagem de superação.
6º passo – Artesanato – Separe algumas horas dos dias da semana para realizar algum trabalho artesanal, principalmente aqueles que lhe dão prazer e que tens facilidade em realizá-los. Melhor se esse trabalho puder ajudar na decoração da casa, pois visualizar seu trabalho pronto é um estímulo para seu ego.
7º passo – Amigos esquecidos - Visite pelo menos três pessoas amigas com as quais não fala comodamente a mais de seis meses. E se puder leve um presentinho. Ah, não esqueça da dieta!
8º passo – Passeio breve – Faça um passeio breve (um dia) em um lugar que queria conhecer ou revisitar. De preferência sozinho(a). Não um lugar onde você tenha que comprar, mas que você possa usufruir do local sem se preocupar com o financeiro. É uma oportunidade e um exercício de conhecer novas pessoas e fazer novas amizades.
9º passo – Saia com os amigos – Convide, combine, e saia com os amigos para se divertir no sábado a noite. Seja num barzinho, num restaurante, numa boate, enfim, o que importa é sair para se divertir.
10º passo – Planeje um futuro imediato – Aproveite que está de bom ânimo e estabeleça metas e estratégias para os próximos 4 meses que estejam guardados em seu coração e que a muito tempo quer realizar, como por exemplo, a carteira de motorista, aquele tratamento de beleza dos sonhos, um curso de língua estrangeira, a renovação de sua casa.