Ser homem hoje é ir ao analista para descobrir-se. É ir a academia para ficar forte, chegar em casa e lavar a louça para a esposa terminar o trabalho dela que ficou pendente. Ser homem é driblar o preconceito, ir ao urologista, buscando viver mais anos com sua família. É ir a escola pegar o boletim dos filhos e se emocionar com uma simples apresentação da turma de seus pequeninos. Ser homem é viver a liberdade, bebendo cerveja com os amigos até mais tarde no bar, falando de futebol e da mulher da capa da revista masculina, mas é também, saber que um dia uma mulher irá aprisionar seu coração. Ser homem hoje é algo indefinido, como a palavra colega que só na prática saberemos o que realmente é.
André Gilberto Boelter Ribeiro
Textos, Artigos Públicados, Reportagens citadas, Fotos, entre outros assuntos.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Ser homem hoje?
Ser homem hoje é ir ao analista para descobrir-se. É ir a academia para ficar forte, chegar em casa e lavar a louça para a esposa terminar o trabalho dela que ficou pendente. Ser homem é driblar o preconceito, ir ao urologista, buscando viver mais anos com sua família. É ir a escola pegar o boletim dos filhos e se emocionar com uma simples apresentação da turma de seus pequeninos. Ser homem é viver a liberdade, bebendo cerveja com os amigos até mais tarde no bar, falando de futebol e da mulher da capa da revista masculina, mas é também, saber que um dia uma mulher irá aprisionar seu coração. Ser homem hoje é algo indefinido, como a palavra colega que só na prática saberemos o que realmente é.
HISTÓRIA E MEMÓRIA NO CONTEXTO E FAMILIAR REGIONAL
A idéia que se vende hoje em dia dos denominados best-sellers transmite uma imagem falsa de escrita, confundindo-a com os resultados de marketing e estratégias de vendas. Essa visão reprime a prática de muitos escritores desconhecidos em registrar acontecimentos do cotidiano ou eventos importantes da comunidade regional, por não se enquadrarem no padrão contemporâneo comercial. É preciso ter em mente que o ato de escrever deve atender aos padrões da própria escrita e a realização do próprio escritor e depois querer direcioná-lo ao público.
Com a correria dos tempos modernos, é comum ouvir reclamações de famílias que esquecem dos fatos passados ou perdem documentos com a morte de seus ascendentes. Perdendo-se parte de história regional, sendo que esta se compõe de inúmeras micro-histórias. São pequenos detalhes que formam um grande mosaico informacional e que são importantes para a construção da própria identidade regional, tais como fotos, certidões, anotações, cartas, pequenos registros, etc.
A história familiar difere das grandes narrativas ou daquelas com cunho mercadológico, já que tem como público alvo um grupo reduzido e sua finalidade é distinta da dos relatos históricos comerciais. Aqui o que se pretende é apenas a materialização escrita daquilo que acontecera no passado, o que não significa que seja isento de parcialidade. O historiador não vai criar personagens, muito menos fatos. No máximo, os “descobre”, fazendo-os sair da sua invisibilidade ou ocultamento. É tranqüilo que a história seja narrada de forma tendenciosa, mesmo porque ela transfigura uma parte da realidade, deixando sob a névoa a parte que menos lhe interessa, apontando nesse sentido a própria ideologia de quem promove o resgate o que não deixa de ser cultural.
A banalização das notícias enquanto fatos, a idéia de que somente historiadores devem se preocupar com levantamentos históricos, a quebra dos paradigmas tradicionais sobre o conceito família, a falta de costume de escrita e leitura pelos integrantes mais velhos de família, o aumento do número dos integrantes familiares com o estabelecimento de novas relações e conseqüente dispersão do grupo, e a contribuem de forma significativa para o esquecimento da cultura e da história familiar. Sendo comum nos dias de hoje a existência de pessoas que tem um passado desconhecido.
Falar em degradação da história regional não é o mais correto, no entanto pode-se falar em ocultação desses dados. É como um móvel antigo com várias pinturas, uma sobre a outra, que ao ser lixado vai revelando um pouco de suas origens, mesmo sabendo que muito da pintura original se perde com o tempo. Os dados existem (pelo menos os documentais) e devem ser trazidos a tona para que se forme no mínimo um mosaico memorial.
A solução para a problemática do resgate histórico regional-familiar ou da micro-história está na formação da consciência sobre a importância das origens e da memória para a construção do futuro. Os fundamentos do resgate histórico é a própria valorização familiar. A família que tiver a consciência de eu a sistematização dos dados através de depoimentos escritos, a organização dos documentos familiares (sejam cartas, certidões, fotos ou outros) contribui para que a memória regional e familiar seja fortalecida, mesmo com o passar de muitos anos, não correndo o risco de perder a real visão das origens e da identidade original.
Com a correria dos tempos modernos, é comum ouvir reclamações de famílias que esquecem dos fatos passados ou perdem documentos com a morte de seus ascendentes. Perdendo-se parte de história regional, sendo que esta se compõe de inúmeras micro-histórias. São pequenos detalhes que formam um grande mosaico informacional e que são importantes para a construção da própria identidade regional, tais como fotos, certidões, anotações, cartas, pequenos registros, etc.
A história familiar difere das grandes narrativas ou daquelas com cunho mercadológico, já que tem como público alvo um grupo reduzido e sua finalidade é distinta da dos relatos históricos comerciais. Aqui o que se pretende é apenas a materialização escrita daquilo que acontecera no passado, o que não significa que seja isento de parcialidade. O historiador não vai criar personagens, muito menos fatos. No máximo, os “descobre”, fazendo-os sair da sua invisibilidade ou ocultamento. É tranqüilo que a história seja narrada de forma tendenciosa, mesmo porque ela transfigura uma parte da realidade, deixando sob a névoa a parte que menos lhe interessa, apontando nesse sentido a própria ideologia de quem promove o resgate o que não deixa de ser cultural.
A banalização das notícias enquanto fatos, a idéia de que somente historiadores devem se preocupar com levantamentos históricos, a quebra dos paradigmas tradicionais sobre o conceito família, a falta de costume de escrita e leitura pelos integrantes mais velhos de família, o aumento do número dos integrantes familiares com o estabelecimento de novas relações e conseqüente dispersão do grupo, e a contribuem de forma significativa para o esquecimento da cultura e da história familiar. Sendo comum nos dias de hoje a existência de pessoas que tem um passado desconhecido.
Falar em degradação da história regional não é o mais correto, no entanto pode-se falar em ocultação desses dados. É como um móvel antigo com várias pinturas, uma sobre a outra, que ao ser lixado vai revelando um pouco de suas origens, mesmo sabendo que muito da pintura original se perde com o tempo. Os dados existem (pelo menos os documentais) e devem ser trazidos a tona para que se forme no mínimo um mosaico memorial.
A solução para a problemática do resgate histórico regional-familiar ou da micro-história está na formação da consciência sobre a importância das origens e da memória para a construção do futuro. Os fundamentos do resgate histórico é a própria valorização familiar. A família que tiver a consciência de eu a sistematização dos dados através de depoimentos escritos, a organização dos documentos familiares (sejam cartas, certidões, fotos ou outros) contribui para que a memória regional e familiar seja fortalecida, mesmo com o passar de muitos anos, não correndo o risco de perder a real visão das origens e da identidade original.
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terça-feira, 19 de abril de 2011
CHIC É SER CIVILIZADO!* (?)
Com essa afirmação a consultora de estilo Gloria Kalil inicia e termina sua obra. A frase até convence num primeiro momento aqueles que lêem desatentos ou aqueles que buscam freneticamente os seus “quinze minutos de fama”. No entanto essa frase suscita alguns questionamentos que poucas pessoas costumam fazer quando a conhecem.
A primeira questão que devemos definir é o que significa ser civilizado. Segundo o dicionário Aurélio é aquele “que tem civilização; que é bem-educado, cortês, urbano, civil”. Diante desta definição abre-se ainda mais o leque para questionamentos. O que é ser bem educado? O que é ser cortês, ser civil? E urbano? Essa última palavra exclui algum grupo populacional.
Outro questionamento importante a ser feito a partir da frase básica da consultora é: Qual a importância de ser chic diante das adversidades que a vida nos impõe? Diante a corrupção que estampa as capas de jornais? É possível ser chic não sendo atendido humanamente nas filas de hospitais quando se está com uma doença grave? Quando um filho chora de fome e os pais têm sua conta do mercadinho limitada por falta de pagamento?
Discutir a viabilidade de ser chic é muito interessante, principalmente quando se vive num contexto de pouca disponibilidade financeira. É viável ser chic (e nesse sentido diga-se civilizado) em meio aos confrontos entre policiais e delinqüentes? Ou quando um professor é obrigado trabalhar 60 horas e ainda assim, vive no limite do crédito bancário?
É muito importante saber viver em comunidade, respeitando o direito e os limites alheios. Porém a civilidade só é sustentável a partir do momento em que o respeito aos direitos e aos limites são universais. Porém, é impossível ser chic se a cada dia leva-se uma rasteira da vida ou então tem o acesso negado a algo garantido por lei.
Não menosprezando os dotes sociais da colunista Gloria Kalil, mas sua frase (ser chic é ser civilizado) possui um cunho moralizador, ou seja, as pessoas serão civilizadas para serem chic’s. Penso que é mais importante ser civilizado para que a convivência em grupo seja a melhor possível, e assim, ser chic decorre como uma conseqüência de ser civilizado.
Ser gentil, educado, honesto, consciente de seus atos, agir dentro da lei, não poderia ser visto como qualidades excepcionais e sim como requisitos para todo aquele que quer viver em harmonia com a sociedade. Então, para que ser chic se você já é civilizado?
* o Título da coluna é uma frase da autora Gloria Kalil do seu livro Alô! CHICS.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Competências necessárias para um aluno bem-sucedido no ambiente de e-Learning
O texto aponta quais as competências para ser um aluno bem-sucedido no ambiente de aprendizagem virtual. Diante da nova formas de informatização são necessárias adaptações do usuário. Para o sistema e-Learning o aluno deve ser dotado de competências de auto-orientação (ser capaz de planejar, elaborar e executar seu próprio roteiro de estudo em busca do conhecimento), ser dotado de autoconhecimento (ele consegue identificar e priorizar suas habilidades pessoais e as áreas em que precisa desenvolver seu conhecimento), ser auto-suficiente, ou seja, ser capaz de aprender por si mesmo, sem ser necessário alguém para lhe motivar, ser autoconfiante que vai aprender, saber como ele próprio aprende, ser capaz de auto avaliar-se de forma crítica, ter competências para colaborar em ambiente virtual.
Acredito que a educação a distância está sendo uma forte ferramenta de propagação do direito constitucional de acesso a educação de qualidade. A educação na sociedade moderna deve atender aos quesitos de utilização das novas tecnologias e resolver os problemas que essa nova tecnologia gerou na sociedade. A universidade deve formar um sujeito consciente de si mesmo da sociedade em que vive.
Novas formas de pensar, de comunicar e de aprender desafiam aos especialistas, implementando mecanismos alternativos, de flexibilização, compatíveis com as múltiplas e simultâneas funções da educação, nas mais variadas situações que envolvem as relações entre os alunos, os professores, os pesquisadores e os trabalhadores – com as universidades e com as demais instituições relacionadas.
A informática é a grande revolução dos últimos anos seja nas relações humanas, como nas profissionais e sociais. É possível estabelecer relações profissionais com outros agentes a longa distância, sem mesmo os conhecer. É possível fechar contratos, grandes negócios e demais ações apenas usando os aparatos que o mundo da informação dispõe aos seus usuários. Todos os consultores de gestão profissional concordam que qualquer profissional deve-se estar atualizado e constantemente atualizando-se no campo que denominam de Tecnologia de Informação.
Pode-se assegurar com toda exatidão que é impossível escapar da presença dos meios de informacionais. O que cabe a nós então? É dedicar um tempo de nosso dia para conhecer o funcionamento desses novos aparelhos, para que não sejamos atropelados pela nova geração.
O planejamento ao contrário do que todo mundo pensa é um instrumento que deve ser utilizado em todas as áreas do conhecimento e diariamente, principalmente na vida acadêmica de um universitário EAD. O planejamento faz parte da rotina administrativa empresarial, das instituições bancárias, da vida pessoal e profissional e também dos educandos.
O aluno EAD deve ser dotado de iniciativa e por isso, ser apto a conduzir seu próprio processo de ensino aprendizagem, que ora se comunica com seus colegas, ora com seus tutores e professores. Essa autonomia, ou melhor, o grau dessa autonomia é que define a qualidade do conhecimento adquirido. Isso implica no conhecimento de si próprio e de uma visão daquilo que se construiu em outras experiências.
O autoconhecimento e a autoconfiança devem ser vistos na perspectiva de construção da possibilidade do aluno construir as suas próprias verdades e na valorização de suas manifestações e interesses. Nessa perspectiva, o erro e a dúvida deixam de ser sinônimos de falta de conhecimento e passam a ser vistos como um ponto a ser trabalhado no processo de construção de conhecimento, pelo próprio educando.
Não há lugar para alunos (futuros profissionais) passivos e exclusivamente tecnicistas que esperam tudo nas mãos.
terça-feira, 5 de abril de 2011
SETE SABERES NECESSÁRIOS A EDUCAÇÃO DO FUTURO.

Este livro é uma das indicações bibliográficas do mestrado em educação da URI FW.
Quem é professor deve fazer a leitura e reflexão sobre seu conteúdo.
Marcadores:
edgar morin; saberes; conhecimento; educação.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Em cem anos de viver.
04 de abril de 2011, acabo de chegar de uma caminhada com alguns amigos de trabalho, estamos felizes porque nosso projeto está bombando. Caminhamos mais de uma hora, sorrimos, falamos de coisas banais, do filme que nos emocionou, do amigo que perdemos no último ano, do filho do colega que irá nascer, das gordurinhas do jogador e das últimas catástrofes. Falamos também da vida alheia, da nova novela, da musa que saiu na capa da revista, do amigo que colocou silicone nos peitos, da filha do vizinho que saiu do armário, da primeira mulher presidente do Brasil. E diante de tudo isso, esquecemos de olhar que aos nossos olhos, os campos se tornavam verdes.
Então, hoje, 04 de abril de 2011, não posso mais caminhar, e se pudesse talvez a caminhada não fosse mais a mesma, muito menos com amigos de trabalho (já que máquinas não caminham). Se as fotos digitais de seu antepassado, não lhe caem em graça, deixe-as guardadas, mas não deixe de sorrir, não deixe de se emocionar com aquele filme que todo mundo considerou banal, não esqueça dos amigos que se foram, festeje os filhos que irão nascer, esqueça das gordurinhas do jogador e impulsione-se para um novo jogo. Quanto as catástrofes, ahhh.. Continue plantando uma árvore e um sonho. Fale da vida alheia, mas não esqueça da novela, se as musas não saem mais nas capas das revistas, não se impressione, os amigos também não estão mais colocando silicone nos peitos. E a filha do vizinho? Ah, essa não precisa mais do armário. Lembra-se da primeira mulher presidente do Brasil? Ela iniciou um lindo jardim, que por lá passou: uma Rosa, uma Margarida, duas Hortênsias, uma Dália, e infelizmente, até uma Maria-sem-vergonha, por lá passou. Porém, não se esqueçam de olhar para os campos quando eles se tornarem verdes.
Então, hoje, 04 de abril de 2011, não posso mais caminhar, e se pudesse talvez a caminhada não fosse mais a mesma, muito menos com amigos de trabalho (já que máquinas não caminham). Se as fotos digitais de seu antepassado, não lhe caem em graça, deixe-as guardadas, mas não deixe de sorrir, não deixe de se emocionar com aquele filme que todo mundo considerou banal, não esqueça dos amigos que se foram, festeje os filhos que irão nascer, esqueça das gordurinhas do jogador e impulsione-se para um novo jogo. Quanto as catástrofes, ahhh.. Continue plantando uma árvore e um sonho. Fale da vida alheia, mas não esqueça da novela, se as musas não saem mais nas capas das revistas, não se impressione, os amigos também não estão mais colocando silicone nos peitos. E a filha do vizinho? Ah, essa não precisa mais do armário. Lembra-se da primeira mulher presidente do Brasil? Ela iniciou um lindo jardim, que por lá passou: uma Rosa, uma Margarida, duas Hortênsias, uma Dália, e infelizmente, até uma Maria-sem-vergonha, por lá passou. Porém, não se esqueçam de olhar para os campos quando eles se tornarem verdes.
sábado, 2 de abril de 2011
DICA DE LEITURA: ABRIL DE 2011

Este romance de escritura primorosa narra um percurso. É o que se opera na consciência de Pedro durante uma viagem de ônibus para o bairro do Tirol, na periferia pobre da cidade onde mora - uma espécie de panela de pressão de violência e injustiça sistemática. É lá que mora Rosane, namorada de Pedro: faz algum tempo que ele passa os fins de semana com ela.
De radinho no ouvido, lendo a intervalos, observando o que se passa dentro do ônibus e fora nas ruas, Pedro, sem se dar conta, costura as ideias. Ao fim da viagem ele não será mais o mesmo: o que vê e pensa durante o trajeto, os fatos de sua vida, seus afetos, o mundo em que está imerso, tudo reunido terá formado um novo conhecimento, mais profundo e mais crítico, mas que nem por isso o deixará desprotegido numa sociedade em que parece não haver como fugir de um destino opressivo.
O passageiro do fim do dia não deixa dúvida sobre a importância de Rubens Figueiredo no cenário literário contemporâneo no Brasil.
FONTE: CIA DA LETRAS
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