André Gilberto Boelter Ribeiro


Textos, Artigos Públicados, Reportagens citadas, Fotos, entre outros assuntos.

sábado, 20 de junho de 2009

A IMAGEM DIVINA DE WILLIAM BLAKE E A IMAGEM EM OCTAVIO PAZ

William Blake viveu toda a sua vida à beira da pobreza e morreu sem ter o devido reconhecimento. Blake viveu num período significativo da história, marcado pelo Iluminismo e pela Revolução Industrial na Inglaterra.

A literatura estava no auge do que se pode chamar de clássico "augustano"", uma espécie de paraíso para os conformados às convenções sociais, mas não para Blake que, nesse sentido era romântico, "enxergava o que muitos se negavam a ver: a pobreza, a injustiça social, a negatividade do poder da Igreja e do estado.

Não é possível dissociar o poeta e o pintor, já que sua obra é uma composição única, onde suas atividades artísticas somadas à intelectualidade contestadora, compõem um universo pessoal. Talvez por esse motivo, a grandeza de William Blake não foi compreendida por seus contemporâneos e ainda hoje, não é vista com o devido merecimento.

“Homem de personalidade geniosa, irascível, amável, sempre tido por seus contemporâneos e pósteros, como um louco – falsa acusação que povoou sua reputação pelo tempo afora. Mas não só isso. Alguns de seus aforismos tornaram-se popularíssimos nos mais longínquos recantos da terra.” (GONÇALVES, 2007, p. 01).

No poema de Willian Blake temos a imagem como divina, ou seja, a representação de Deus o criador como um ente sobrenatural que possui muitas características positivas. Nesse sentido faremos uma relação com o texto Imagem de Octavio Paz, o qual trabalha a imagem como representações ou construções de imaginário, aproximando ou conjugando realidades opostas.

Para Paz a imagem é contraditória. A contradição serve apenas para analisar o caráter irrepreensível absurdo da realidade ou da linguagem. A realidade é construída tal como o significado das palavras e nisso elas se contradizem. Sempre se repara a existência de dois pontos que coexistem e se integram: a mística e a poesia. E a ciência vem para desmantelar a poesia de seu lugar.

Verificamos então esses dois pontos na poesia de Blake, onde as características divinas são ressaltadas e não deixam de serem místicas quando investidas de poesia.

Ao Perdão, Piedade, Paz e Amor,
Todos clamam na aflição:
E para estas virtudes prazeirosas
Afirmam sua gratidão.

A história das civilizações antigas se baseiam na dualidade existencial, onde sendo uma coisa não o é a outra, tendo um caráter opositor. Mas apesar dessa oposição, existem um momento em que elas se fundem, não podendo se distinguidas um das outras. Nesse sentido na poesia verificamos a fusão de dois momentos ou ênfases divinas: a capacidade de Deus ser pai e filho:

É Deus nosso pai querido:
E Perdão, Piedade, Paz e Amor,
É o homem, seu filho, a quem cuida.

Paz destaca que o conhecimento da poesia só se dará com a interação dela com o leitor. É através da poesia que o homem conhece e absorve os valores do mundo. A identidade última entre o homem e o mundo, a consciência e o ser, o ser e a existência, é a crença mais antiga do homem e a raiz da ciência e da religião, magia e poesia. Isso acontecerá quando o leitor se apoderar das palavras de Blake quando no momento de tristeza, aflição, dificuldades.

A relação se dará quando o leitor investido de sentimentos semelhantes ao texto se apoderar dele chegando a uma forma de êxtase. Pois a poesia como linguagem é capaz de transcender o sentido das coisas e de dizer o indizível, não se pode separar seu raciocínio das imagens, jogos de palavras e outras formas poéticas. Poesia e pensamento se entretecem até formar uma só tela, uma única matéria insólita.

Quando afirmamos que a poesia possui a qualidade de dizer aquilo que as palavras comuns não são capazes de dizer, tais como de traduzir pensamentos rigorosos como o pensamento das crenças orientais. E que as palavras transformadas em imagens podem dizer o indizível. Afirmamos que Blake em suas imagens poéticas se consegue traduzir aquilo que ele tem de mais belo em seu interior. A própria poesia dele já é um grande incentivo à imaginação.

As imagens na poesia tem diversos níveis: autenticidade, experiência do mundo; a realidade objetiva, as obras; as imagens possuem caráter revelador do mundo e de nós mesmos. Blake utiliza-se de jogo de palavras para criar a imagem dos sentimentos:

Pois Perdão tem um coração humano,
Piedade, um rosto humano,
E Amor uma forma divina,
E Paz, as vestes humanas.

Paz ressalta que as palavras não conseguem exprimir a realidade no seu sentido total. A linguagem é descritiva, é limitada. A imagem reproduz o momento de percepção e força o leitor a suscitar dentro o objeto um dia percebido. Toda palavra corresponde a um significado, isto é, tem outra palavra que diga a mesma coisa. A imagem ao contrário, é aquilo, não se pode dizer com outras palavras. A imagem explica-se em si mesma. O poema é a linguagem em tensão.

Ao descrever a imagem divina, Blake tenta recriar uma “realidade” mítica, revivê-la. A imagem transmuta o homem e converte-o por sua vez em imagem, isto é, em espaços onde os contrários se fundem. A poesia é descobrir e desvendar o próprio ser, que é a imagem e semelhança de Deus, então desvendando a imagem divina, desvenda-se o homem.


REFERÊNCIAS

GONÇALVES, Leo. Willian Blake Hoje. Disponível em: http://www.revistaetcetera.com.br /19/blake_hoje/index.html. Acesso em: 26/06/2009.

PAZ, Octavio. O Arco e a Lira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982. Col. Logos. Tradução de Olga Savary (p.15-31 e 82-7).

WIKIPÉDIA. Willian Blake. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Blake Acesso em: 15/06/2009.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A IMPORTÂNCIA DO ATO DE CANTAR PARA O DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DA CRIANÇA


Muitos brinquedos dados às crianças geralmente estigmatizam o corpo humano, uma raça, uma geração, sujeitos infantis de um modelo e não de outros. Assim, as crianças crescem querendo se “barbie e isso é proporcionado dentro da sala de aula. Muitas professoras esquecem que é possível resgatar brincadeiras de roda, ou mesmo cantigas regionais que propiciem a formação e desenvolvimento da criança.

O lúdico é uma alternativa boa e barata para desenvolver integralmente a criança. Deve-se entender por lúdico a forma de desenvolver a criatividade, os conhecimentos, raciocínio de uma criança através de jogos, música, dança, mímica. O intuito é educar, ensinar, se divertindo e interagindo com os outros. Lembrando que não é apenas brincadeira da moda, mas também demais instrumentos, como filmes, histórias e cantigas.

Nesse trabalho buscar-se-á elucidar a importância do ato de cantar para o desenvolvimento em vista as dimensões que a educação infantil alcançou e o contexto em que as crianças se encontram. A educação infantil na modernidade não é aquela coisa delicada e meiga como à três décadas atrás. Pelo contrário, está imersa em tecnologias e modelos importados. Fazendo com que os docentes tenham a necessidade de estar em constante domínio das inovações.

A música pode oportunizar muitas fontes de conhecimento às crianças. Jeandot apud Pires (2008, p. 6) destaca que “mesmo antes de nascer, ainda no útero materno, a criança já toma contato com um dos elementos fundamentais da música – o ritmo, através da pulsação do coração de sua mãe”. E nesse sentido, a música permite que “a criança conheça melhor a si mesma, desenvolvendo sua noção de esquema corporal na comunicação com o outro e contribui no desenvolvimento cognitivo/lingüístico, psicomotor e sócio-afetivo da criança. Para Schaefer apud Maluf (2008, p. 01):

As atividades lúdicas promovem ou restabelecem o bem estar psicológico da
criança. No contexto de desenvolvimento social da criança é parte do repertório
infantil e integra dimensões da interação humana necessária na análise
psicológica (regras, cadeias comportamentais, simulações ou faz-de-conta
aprendizagem observacional e modelagem). (...) As atividades lúdicas têm
capacidade sobre a criança de gerar desenvolvimento de várias habilidades,
proporcionando a criança divertimento, prazer, convívio profícuo, estímulo
intelectivo, desenvolvimento harmonioso, autocontrole, e auto-realização.
(MALUF, 2008, p. 01).



Dentre os pontos destacados na aplicação musical (canto) na educação infantil, está a integração social da criança. Cantar é acompanhar uma musica propicia à criança o desenvolvimento do seu senso rítmico e d\a coordenação motora. Ao se expressai musicalmente diante de outras crianças, afirmando sua identidade, estabelece relações afetivas, desenvolve a auto-estima, aceita suas capacidades de limitações, reconhece e valoriza a diferença. (PIRES, 2008, p. 06).

Para Circe (2006, p. 46) a música pela sua diversidade, proporciona efeitos significativos no campo da maturação social da criança. Sendo por meio do repertório musical que se inicia como membro de determinado grupo social. Maluf ainda ressalta que:

O educador deverá propiciar a exploração da curiosidade infantil, incentivando o
desenvolvimento da criatividade, das diferentes formas de linguagem, do senso
crítico e de progressiva autonomia. Como também ser ativo quanto às crianças,
criativo e interessado em ajudá-las a crescerem e serem felizes, fazendo das
atividades lúdicas na Educação Infantil excelentes instrumentos facilitadores do
ensino-aprendizagem. As atividades lúdicas, juntamente com a boa pretensão dos
educadores, são caminhos que contribuem para o bem-estar, entretenimento das
crianças, garantindo-lhes uma agradável estadia na creche ou escola. Certamente,
a experiência dos educadores, além de somar-se ao que estou propondo, irá
contribuir para maior alcance de objetivos em seu plano educativo. (MALUF, 2008,
p. 01).



Assim, o cantar trás como beneficio maior o desenvolvimento integral da criança, atingindo a formação do caráter, da personalidade, dos gestos e das escolhas. Em suma, a musicallizaçao infantil propicia entre outros benefícios a: socialização, alfabetização, inteligência, capacidade inventiva, expressividade, coordenação motora e tato fino, percepção sonora, percepção espacial, raciocínio lógico e matemático e a estética.


O grande debate da educação moderna é a conciliação das diversidades (sejam culturais, regionais ou econômicas), a heterogeneidade cultural é um ponto que caracteriza o Brasil.

A criança na escola convive com a diversidade e poderá aprender com ela.
Singularidades presentes nas características de cultura, de etnias, de
religiões, de famílias são de fato percebidas com mais clareza quando colocadas
junto a outras. A percepção de cada um, individualmente elabora-se com maior
precisão graças ao Outro, que se coloca como limite e possibilidade.
(BRASIL, 1998, p. 1123).


O cantar além dos benefícios físicos e psicológicos, traz benefícios sócio-culturais de integração. Que pretendem ultrapassar as teorias da inclusão parcial, partindo para o reconhecimento e valorização de características de cada um, etnias, escolas, professores e alunos.

A criança experimenta estímulos diferentes. Já que “a brincadeira musical na educação Infantil deve prever ações como: a escuta de músicas e diferenciação de som e silencio, a expressão corporal em diferentes ritmos musicais, o cantar diversas altura e intensidades sonoras, exploração dos sentimentos através da música e a criação musical livre e com regras. (PIRES, 2008, p. 23).

Ao analisar a presença dos elementos lúdicos na educação infantil é possível que muitas dúvidas apareçam. No entanto, é preciso esclarecer que a musicalização enquanto elemento lúdico proporciona o desenvolvimento intelectual e mental em primeiro plano.

Outro fator que é beneficiado pela musicalização é a inserção social pelo conhecimento das diversidades entre os sujeitos. A criança que trabalha com a diversidade aceita-se melhor e aceita o Outro considerando as diferenças.
O direcionamento pedagógico das atividades lúdicas deve ser intencionais para o pleno desenvolvimento da criança. Dessa forma, a utilização do canto deve estar atrelado às novas experiências, à reflexão do cotidiano e a criação de solução para seu dia-a-dia.

REFERÊNCIAS

BRASIL, Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC/SEF, 1998.

MALUF, Angel Cristina Munhoz. A importância das atividades lúdicas na Educação Infantil. Disponível em: <>. Acesso em 12/10/2008.

MARQUES, Circe Mara. Diversidade da criança. Pátio Educação Infantil. Ano IV, n 11. Out. 2006.

PIRES, Gisele Brandalero Camargo. Lúdico e Musicalização na Educação Infantil. Associação Educacional Leonardo da Vinci. Indaial: Ed. Asselvi, 2008.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

EDUCAÇÃO INFANTIL E CONHECIMENTO EDUCACIONAL

1 INTRODUÇÃO

A educação de um modo geral apresenta como costume, analisar o rendimento dos educando através de exames e testes no final de períodos determinados. No entanto, esquecem que a construção do conhecimento não ocorre somente com a verificação tradicional. Bem pelo contrário, reconhece-se que a pesquisa e as experiências cotidianas levam a efetividade na construção do conhecimento.

A experiência física consiste em agir sobre os objetos e descobrir as propriedades por abstração, partindo da realidade. Apontando que toda experiência necessita de uma estrutura real e do interesse do educando, isto é, que o registro de todo dado exterior supões existência de instrumentos de assimilação inerentes à atividade do sujeito.

Nesse paper buscar-se-á averiguar o que Piaget apresenta para a construção do conhecimento na infância, como princípios de educação, relacionando a educação infantil e a infância.



2 INFÂNCIA E EDUCAÇÃO

Os períodos em que o indivíduo inicia seu desenvolvimento e o conhecimento dos elementos exteriores. A idéia de infância é dinâmica e vem crescendo em termos de relevância social.

As preocupações com a infância abrem novas possibilidades e um novo caminho para repensar as intenções pedagógicas e sociais, no sentindo de dar resposta às expectativas infantis, apontando para novas tendências e desafios educacionais. As crianças pequenas precisam dos adultos a fim de que possam ter seus direitos assegurados, está despontando uma pedagogia da educação infantil que respeite a criança como cidadã e a coloque no centro do processo educacional. (ESCHER, 2003, p. 01).

Concebe-se a infância o período compreendido entre 0 e 6 anos. A educação aplicada a esse período deve buscar o desenvolvimento de uma identidade positiva das crianças sobre si mesmas para descobrir-se física e afetivamente.

A educação Infantil possibilita construir auto imagem, afetividade, costumes, cultura, expressões diversas, linguagens e conhecimento da realidade.

A Educação Infantil é uma forma de potencializar a aprendizagem dos indivíduos, dotando-os de conhecimentos basilares para a vida adulta. São as atividades iniciadas nessa fase que determinam o futuro do conhecimento. A escola deve estar atenta à essa realidade educacional. É no intuito de apontar caminhos que Piaget tece seus comentários a respeito da pedagogia na educação.


3 PRINCÍPIO PIAGETEANO DO INTERESSE

Educar é adaptar o indivíduo ao meio social e ambiente. Os novos métodos de educação procuram favorecer esta adaptação utilizando as tendências próprias da infância como também a atividade espontânea inerente ao que a própria sociedade será enriquecida. (PIAGET, 1979, p. 154).

Ao contrário da escola tradicional que constrói a educação com a pressão contínua do professor, a escola moderna baseia seus ensinos na atividade real para o trabalho espontâneo ligado à necessidade e no interesse pessoal.

A característica da infância é precisamente ter que encontrar esse equilibro por uma ´serie de exercícios e condutas, por uma série de atividades de estruturação contínua, partindo de um estado de indiferenciação caótica entre o sujeito e o objeto. De fato, no ponto de partida de sua evolução, a criança é chamada, sem sentido contrários, por duas tendências ainda não harmonizadas entre si e que permanecem indiferenciadas na medida em que não encontra equilíbrio uma em relação a outra. (PIAGET, 1979, p. 157).

A lei do interesse que domina ainda o funcionamento intelectual do adulto, é então verdadeira a fortiori para a criança, cujos interesses não são de forma alguma coordenados e unificados, o que exclui nela ainda mais que em nós, a possibilidade de um trabalho intrínseco.

Na escola moderna reservaram em princípio um lugar essencial à vida social entre as crianças. Os alunos ficaram livres para trabalhar entre si, e colaborar na pesquisa intelectual tanto quanto no estabelecimento de uma disciplina moral (DEWEY & DECROY apud PIAGET, 1979, p. 177).

A evolução do aprendizado social da criança procede do egocentrismo que ele sente, por quere aprender aquilo que realmente a interessa. È preciso que o professor esteja atento aos menores indícios de interesses e aptidão, para que sejam desenvolvidas na sua potencialidades.


4 CONCLUSÃO

A educação infantil ainda dá lugar a modos de organização diferenciadas, umas escolas estão adaptadas às formas tradicionais enquanto outras tentam romper a barreira da modernidade.

Piaget propõe a educação dos alunos de forma integrada com os interesses deles. Não de forma construídas a partir da realidade social ambiente. Entender que há individualidade em meio ao grupo, por mais homogêneo que pareça é dar oportunidade de auto conhecimento e de valorização de si próprio.

Assim, a infância é uma etapa útil, que oferece a oportunidade de uma adaptação progressiva ao meio físico e social.


5 REFERÊNCIAS

PIAGET, Jean. Psicologia e Pedagogia: a resposta do grande psicólogo aos problemas do ensino. Rio de Janeiro: Forense, 1979.

ESCHER, M. Infância e educação. Disponível em: www.edunet.com.br/htm.05. Acesso em 09/09/08.

domingo, 10 de maio de 2009

RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS EMPRESAS BRASILEIRAS

1 INTRODUÇÃO

O princípio da liberdade tornou-se uma característica histórica do emergente capitalismo moderno. A cidadania civil significa muitas vezes condições de acesso a liberdade de mercado. Assim, a cidadania moderna surge como status de quem faz parte integralmente da sociedade. As regras estabelecidas e vigentes na sociedade são produtos culturais, históricos e sociais e a Ética está radicalmente vinculada à conduta humana.

O capitalismo aceita-se a pobreza como necessária mas se deplora a indigência, não se duvidando da justiça do sistema de desigualdade como um todo, uma vez que se poderia deixar de ser pobre. Procura-se diminuir a influencia das classes, mas sem atacar o sistema de classes, no intuito de torná-lo menos vulnerável.

A cidadania é um direito a ter direitos, onde igualdade é um instituto construído a partir de instrumentos sociais. No entanto, essa construção é por si só desigualitária e não objetiva a totalidade da população. Por isso, muitas empresas instituíram em seu sistema cotidiano a ética como meio de amenizar essas diferenças.
2 ÉTICA NA SOCIEDADE ATUAL

A ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas que não são fáceis de explicar, quando alguém pergunta. A ética está presente em todas as raças. Ela é um conjunto de regras, princípios ou maneira de pensar e expressar. Ética é uma palavra de origem grega com duas traduções possíveis: costume e propriedade de caráter.

A ética estuda as atitudes humanas relacionadas à sua natureza, objetivando a procura de respostas acerca de regras morais e de direito, identificação de comportamentos humanos corretos e incorretos bem como a diferenciação destes, a procura pela perfeição humana buscando a realização desta perante seus valores e suas crenças. (VASCONCELLOS, 2004, P. 01).

Ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas não são fáceis de explicar quando alguém pergunta. Tradicionalmente ela é entendida como um estudo, uma reflexão, científica ou filosófica e eventualmente até tecnologia sobre costumes ou ações humanas. Mas também chamamos de ética a própria vida, conforme os costumes considerados corretos. A ética pode ser o estudo das ações e costumes, pode ser a própria realização de um tipo de comportamento. (WALLS, 1994, p. 7).

A ética é um produto social, construído a partir da convenção entre as pessoas com o cunho de melhorar o convívio entre os homens, dando parâmetros às condutas. Liga-se intimamente a moral por fazer parte da subjetividade humana. Perfazendo às vezes as necessidades de grupos dominantes. A ética é referência para que a escolha do sujeito seja aceita como um princípio geral que respeite e proteja o ser humano no mundo.

Quando relacionada ao sistema empresarial, a ética visa estabelecer o bom convívio entre os integrantes do cenário corporativo. Estabelecer um parâmetro do que seja ético ou não é complicado porque depende da cultura de cada um, e nisso incorre muitos valores. A grande chave para a aplicabilidade da ética é o respeito pela diversidade e multiculturalismo.


3 RESPONSABILIDADE SOCIAL E IDENTIDADE SOCIAL

A verdade sempre expressa contradições e conflitos ideológicos, principalmente em cidades pequenas, cuja população se conhece e sabe detalhes da vida de cada um. O contexto das características não se limita apenas às ações condizentes a certo grupo, mas também está relacionado a certos símbolos.

A formulação e o emprego do conceito de identidade apresentam certas armadilhas: a busca identitária, inevitável durante os períodos de crise, corre o risco, contudo de transformar-se em etnocentrismo, isto é, em erigir, de maneira indevida, os valores universais. A identidade coletiva não é um conceito macro, já que se refere aos diversos movimentos e organizações sociais. Contudo, sua construção e consolidação dependem diretamente da existência de um projeto coletivo e do reconhecimento do “outro” que, em certo sentido, o legitima. (GOHN, 2001, p. 13).

Identidade cultural não é uma essência fixa, que se mantém imutável em relação a história e a cultura. “É sempre construída através da memória, fantasia, narrativa e mito. Identidades culturais são pontos de identificação, os instáveis pontos de identificação ou sutura, que constituem-se dentro dos discursos da história e da cultura. Não há identidades fixas, estáveis, unificadas nas sociedades modernas, até porque o cenário contemporâneo, midiático e globalizado, torna as mudanças cada vez mais rápidas e constantes.

As estatísticas oficiais e as manchetes da mídia divulgam problemas no urbano de diferentes ordens tais como: violência contra os cidadãos civis, má qualidade dos serviços públicos prestados à população, crescimento desordenado das áreas periféricas. Este cenário é fruto e reflete a situação da questão social no Brasil: aumento da pobreza e da exclusão social, índices alarmantes de desemprego, dificuldade de inserção no mercado de trabalho, principalmente entre os jovens, queda de poder aquisitivo de todas as classes e camadas sociais, aumento de formas de subemprego no setor informal da economia etc. (GOHN, 2001, p. 24).


4 CONCLUSÃO

O conceito de identidade perdeu o conteúdo individual e adquiriu a conotação coletiva de identidade cultural, destarte, a identidade pode ser processo de construção de significado com base em um atributo cultural, ou ainda um conjunto de atributos culturais inter-relacionados. Igualdade, liberdade, direitos e cidadania passam a ser reconhecidos como sistemas emancipadores da vida social.

A identidade não é um instituto humano fixo, ela muda conforme o tempo, o espaço e a circunstâncias. Deste modo, a identidade vive em constante movimento e transformação que conduz o homem a melhora ou piora.

As diferentes visões sobre a questão da participação da sociedade civil partem de referenciais teórico- metodológicos distintos, e têm por base um conjunto de conceitos, novos ou ressignificados, que devem ser explicitados. Resistência é uma categoria-chave para aqueles que acreditam e lutam por um projeto de emancipação social, assim como a própria categoria da emancipação social.

As ações empresariais para a utilização da ética como modelo de conduta em prol da sociedade igualitária, perpassam todas as camadas sociais. A articulação das empresas brasileiras está no compromisso ético e a opção pelo desenvolvimento de propostas que tenham por base o protagonismo da sociedade civil exige uma clara vontade política das forças democráticas organizadas para a construção de uma nova sociedade e de um espaço público diferente do modelo tradicional, construído sob a égide das desigualdade e injustiças.


5 REFERÊNCIAS

GOHN, Maria M. O Protagonismo da Sociedade Civil. São Paulo, Cortez, 2001.

VASCONCELOS, Fernando. O que é Ética? Disponível em: http://blogpensar.blogspot.com /2007/04/o-que-tica.html. Acesso em 09/02/2009.

WALLS, Álvaro. O que é ética? 9 ed. São Paulo: Brasiliense, 1994.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

CAE E SECRETÁRIO VISITAM SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO DE TAQUARUÇU DO SUL


O Secretário Municipail de Educação André Gilberto Boelter Ribeiro, a nutricionista Claudia Bridi, a presidenta do CAEa professora Vanusa Dallazen e o membro Ermes da Silva estiveram visitando a Secretaria Municipal de Educação de Taquaruçu do Sul para troca de experiências com a equipe vizinha.
Foi visitado um educandário do município, conhecendo a estrutura e a organização do local.
Na oportunidade foi conversado com a diretora da escola e com a responsável pela cozinha.
Dentre os assuntos conversados está o café da manha na escola, o qual é servido diariamente, com o intuito de aumentar a qualidade da alimentação escolar.

domingo, 5 de abril de 2009

NOVOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

Afirmar que a Educação, de uma forma geral, é um campo minado de contradições e de prerrogativas inatingíveis seria impossível se não houvesse a constatação de que a profissão de professor é mister de muitas outras. O professor por mais metódico que seja jamais conseguirá se manter apenas na sua área de formação. Ele é requisitado em todos os cantos, ora como mestre, ora como conselheiro, ora como mão de obra disponível. Considerando isso, é possível discorrer sobre a posição que a educação exige da prática profissional.
O professor é um profissional que ao que parece corre contra aquilo que o mercado de trabalho exige. Pois ao tempo em que os recrutadores de profissionais procuram pessoas que possuam especialização em uma área, conhecimentos sólidos e experiências em tal cargo, o profissional de educação se despe dessas exigências e assume o papel de outros profissionais, mesmo sem formação nenhuma. É um profissional multifacetado e multifuncional, e que não consegue dar conta de toda a exigência do ambiente escolar, deixando de seu trabalho como docente e passando a exercer outras funções e o que é pior, de modo precário.
O ambiente escolar é um raio x da sociedade moderna. Nele verificam-se inúmeros problemas sociais, familiares e individuais dos estudantes e consequentemente de suas famílias. Os tradicionais conselhos de classes, por exemplo, servem de ágora dos problemas que envolvem os agentes da comunidade escolar, extrapolando os dilemas pedagógicos e entrando na órbita da psicologia, do serviço social, dos direitos humanos, da segurança pública, entre outros. É nesse momento, entre outros de convívio coletivo de docentes, que os problemas são verificáveis, e então com a presença desses profissionais poder-se-ia conhecer melhor a situação e agir, melhorando a qualidade de vida dos indivíduos e consequentemente da educação.
É evidente a necessidade de outros profissionais dentro do ambiente escolar para que haja uma elevação no índice de qualidade e que se constate uma real formação cidadã. Talvez esse seja um dos motivos pelos quais se inventou a interdisciplinaridade, no intuito de maquiar uma deficiência de políticas públicas. Enquanto não houver leis e financiamentos específicos para a inclusão desses e demais profissionais na Escola, os gestores haverão de se contentar em fazer parcerias com voluntários e outros setores públicos para remediar determinadas deficiências educacionais. Já que a sua sanidade depende de um efetivo trabalho profissional dentro do ambiente escolar. A presença de profissionais no ambiente escolar, não somente como visitas esporádicas, mas como parte integrante da comunidade, auxiliará na melhoria da qualidade da educação e terá reflexos na vida em sociedade.

domingo, 22 de março de 2009

Tecnologia, Informática e Gestão Ambiental.

1 INTRODUÇÃO

A era da informação está tomando conta das relações humanas, profissionais e sociais. O profissional do futuro deve estar atualizado e constantemente atualizando-se na Tecnologia de Informática para poder atuar nesse mercado., principalmente nos instrumentos que o capacitam para trabalhar com a informatização de dados, como por exemplo os programas.

Com a crescente popularização dos meios de informática, é de se observar que esses meios também invadem todos os meios transformando muitos conceitos. Não é um fenômeno recente que o poder de avanço da ciência e da técnica provoca uma desvalorização de outros saberes. A informática instigou uma guerra nas profissões por causa de sua capacidade de rápida comunicação. Então quem não sabe trabalhar com os dados informatizados pode se contar fora do mercado de trabalho.

Com as ferramentas atualmente disponíveis, é possível a qualquer um acrescentar gráficos às suas páginas na Internet. No entanto, é preciso ter um pouco de habilidade em HTML, as imagens geradas dinamicamente tanto podem ser incluídas em páginas na WEB como em aplicações específicas.


2 A ERA TECNOLOGICA GERADORA DE INFORMAÇÕES

Com a criação dos computadores e sua divulgação em larga escala atinge as pessoas diretamente, pois estas estão expostas as informações. As vantagens que esse aparelho trouxe estão visíveis em todas as épocas posteriores ao seu surgimento. O computador é uma nova espécie de produto social e tende a ganhar novas formas com o passar do tempo.

Os computadores são produtos de ponta de uma tecnologia inteligente, isto é, uma tecnologia que se desenvolve e se estrutura a partir de componentes oriundos da decodificação de processos cerebrais. São máquinas semânticas, utilizando formas de linguagem bastante sofisticadas, tais como: imagens, códigos de linguagem, processadores de texto e cálculo, etc. Em segundo lugar, os computadores costumam ser vistos como máquinas frias que não possibilitam o contato humano. (SANTOS, 1986, p. 22).

Contudo, os computadores com o passar dos anos perdem aquele status inicial e ao inventarem a Internet, acaba sendo apenas um meio de acesso ao mundo globalizado. Passa-se então, do campo da computação para o da informática. Essa nova visão provocou um avanço de consciência e nas habilidades cognitivas, indo além das técnicas mecânicas. A informática permitiu a construção de raciocínios muito mais abrangentes e complexos, bem como o fortalecimento das relações profissionais.

Com a abertura do mercado de informática para o capital estrangeiro no Brasil, abrem-se novas possibilidade e aumenta o número de profissionais que encontram nesses instrumentos tecnológicos um apoio para a sua profissão.

A informática, além da comunicação entre os profissionais, clientes e fornecedores, possibilita a praticidade e a organização nos ambientes de trabalho, seja através de programas, seja através de simples pastas de armazenamento de dados.



3 A ESTATÍSTICA INFORMATIZADA: PROGRAMA R

Com a evolução tecnológica é salutar que a área da estatística também tenha sido atingida e sofra as conseqüências da informatização de dados. Um exemplo de softwares estatísticos é o programa R.

Este programa iniciou seu desenvolvimento por Robert Gentleman e Ross Ihaka do Departamento de Estatística da Universidade de Auckland em Nova Zelândia, mais conhecidos por “R & R”, apelido do qual originou-se o nome R do programa. E teve como objetivo inicial encontrar algo que solucionasse problemas de aulas.

O primeiro relato da distribuição do R foi em 1993, quando algumas cópias foram disponibilizadas no StatLib, um sistema de distribuição de softwares estatísticos. (...) Em 1997 foi formado um grupo de profissionais que têm acesso ao código fonte do R, possibilitando assim a atualização mais rápida do software. Desde então o R vem ganhando cada vez mais adeptos em todo o mundo, em parte devido ao fato de ser totalmente gratuito e também por ser um programa que exigi do usuário o conhecimento das análises que está fazendo, diminuindo assim as chances de uma interpretação errada dos resultados.

O programa R está disponível e é compatível com quase todos os sistemas operacionais, tais como o parte dos MacOS, Windows a partir do 95 e para UNIX e sistemas similares como Linux e FreeBSD.

A linguagem R como é denominada, a tela do R é bastante simples, cuja utilização é feita através de comandos sobre os objetos (banco de dados ou resultados gerados por funções) criados pelo usuário quando efetua as analises estatísticas.

“O R é a versão livre baseada na linguagem S, cuja versão comercial é o S-Plus. O programa SAS, por outro lado, é o programa estatístico mais comum, mas o R é o mais popular. O programa R por ser genuinamente um programa orientado por objeto nos possibilita programar com muita eficiência e versatilidade”. (FERREIRA, 2008, p. 43).

Quanto a estatística, no programa R está disponível em estatística descritiva e gráficos em gerais. “As técnicas computacionais são denominadas de estatística computacional se forem usadas para realizarmos inferências, para gerarmos variáveis aleatórias ou para compararmos métodos e técnicas estatísticas.” (FERREIRA, 2008, p. 47).

Isso, no entanto exige outros conhecimentos como explana o mesmo autor, “para utilizarmos de uma forma mais eficiente à estatística computacional, um conhecimento mínimo de simulação de variáveis aleatórias é uma necessidade que não deve ser ignorada.” (FERREIRA, 2008, p. 51).


4 CONCLUSÃO

A tecnologia, representada pela informática pode se o profissional não estiver preparado para lidar com ela, ser um entrave na vida e na carreira. Porém, se ele tiver domínio e consciência de seu funcionamento, estabelecerá contato direito com os demais meios informacionais, tendo uma rotina facilitada , orientada e comprometida com a integração dessas inovações com o meio ambiente.

No caso da estatística está sendo desenvolvido um software denominado programa R que possibilita a realização de dados estatísticos. Esse é o ponto de convergência entre a tecnologia informacional e a estatística que está sendo tão utilizada nas empresas atuais.

Com a evolução tecnológica é salutar que a área da estatística também tenha sido atingida e sofra as conseqüências da informatização de dados. Um exemplo de softwares estatísticos é o programa R, que é um programa recente que tende a se espalhar no mundo inteiro.

Por ser um software livre está compatível com a maioria dos sistemas operacionais. Sua linguagem é simples, sendo o programa estatístico mais simples e popular. Porém, obter o programa não garante ao usuário total domínio, pois estes dependem de outros conhecimentos secundários.


4 REFERÊNCIAS

REIS, Gustavo Mello & RIBEIRO JÚNIOR, José Ivo. Ferramentas Estatísticas Básicas da Qualidade - guia prático do R. Disponível em: http://www.estatísticanor.xpg.com.br. Acesso em: 09/12/2008

SANTOS, Jair Ferreira dos Santos O que é Pós-moderno. São Paulo, Brasiliense, 1986.

FERREIRA. Daniel Furtado. Estatística Computacional - Utilizando R. 11 de setembro de 2008. Disponível em: http://www.dex.ufla.br/~danielff/apeco.pdf. Acesso em: 10/12/2008.