André Gilberto Boelter Ribeiro


Textos, Artigos Públicados, Reportagens citadas, Fotos, entre outros assuntos.

domingo, 11 de janeiro de 2009

A INFORMÁTICA NO AMBIENTE DE TRABALHO

A informática está tomando conta das relações humanas, profissionais e sociais. É possível estabelecer relações profissionais com outros agentes a longa distância, sem mesmo conhecer, fechar contratos, grandes negócios e demais ações apenas usando os aparatos que o mundo da informação dispõe aos seus usuários. Todos os consultores de gestão profissional concordam que o profissional deve-se estar atualizado e constantemente atualizando-se na Tecnologia de Informática.

Com a crescente popularização dos meios de informática, é de se observar que esses meios também invadem todos os meios transformando muitos conceitos. O que é novo passa a ser velho e o que é moderno torna-se ultrapassado em pouco tempo. Não é um fenômeno recente que o poder de avanço da ciência e da técnica provoca uma desvalorização de outros saberes. A informática instigou uma guerra nas profissões por causa de sua capacidade de rápida comunicação.

A invenção da informática provocou um salto na consciência e nas habilidades cognitivas, indo além das técnicas mecânicas. A informática permitiu a construção de raciocínios muito mais abrangentes e complexos, bem como o fortalecimento das relações profissionais.

O computador é um novo tipo de produto social. Os computadores são "produtos inteligentes" ; isto é, produtos com possibilidade de desencadear alterações nas relações entre as pessoas. Portanto, o que os caracteriza basicamente é que eles não são meros produtos para um consumo imediato, trazem acoplados novos rumos para aqueles que os utilizam. Oferece apenas um minúsculo vislumbre de seu potencial completo:

(...) Viver num ambiente assim levanta questões filosóficas de arrepiar. As máquinas assumirão o controle? Poderão máquinas inteligentes, especialmente se entrelaçadas em redes de intercomunicação, ultrapassar a nossa habilidade de compreendê-las e controlá-las? (...) Até que ponto nos tornaremos dependentes do computador e do cartão? Na medida em que bombearmos mais e mais inteligência no ambiente material, atrofiar-se-ão as nossas próprias mentes? (TOFLER, 1995, p. 21).

Todos aqueles que se iniciam na utilização de computadores pensam basicamente da mesma forma: uma maneira preconceituosa de concebê-los. Primeiramente, os usuários partem da crença de que eles são máquinas que não pensam. Na verdade, eles são produtos de ponta de uma tecnologia inteligente, isto é, uma tecnologia que se desenvolve e se estrutura a partir de componentes oriundos da decodificação de processos cerebrais. São máquinas semânticas, utilizando formas de linguagem bastante sofisticadas, tais como: imagens, códigos de linguagem, processadores de texto e cálculo, etc. Em segundo lugar, os computadores costumam ser vistos como máquinas frias que não possibilitam o contato humano. (SANTOS, 1986, p. 22).

Com a abertura do mercado de informática para o capital estrangeiro no Brasil, abrem-se novas possibilidade e aumenta o número de profissionais que encontram nesses instrumentos tecnológicos um apoio para a sua profissão. A informática, além da comunicação entre os profissionais, clientes e fornecedores, possibilita a praticidade e a organização nos ambientes de trabalho, seja através de programas, seja através de simples pastas de armazenamento de dados.

A informática aplicada a gestão ambiental possibilita que sejam conhecidas as diversas situações do ambiente no mundo inteiro, através da Internet, que sejam conhecidas as classes de profissionais bem como seu desenvolvimento, que sejam administrados dados com maior precisão e rapidez. Sob essa ótica é possível que a informática seja usada como instrumento tecnológico propenso a potencializar as possibilidades do gestor.


REFERÊNCIAS

SANTOS, JAIR FERREIRA DOS. O que é Pós-moderno. São Paulo, Brasiliense, 1986.

TOFLLER, ALVIN. A terceira Onda. Rio de Janeiro, Record, 1995, 21a. edição.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

CONSIDERAÇÕES SOBRE O ECA


O ECA É uma lei que dispõem sobre a proteção integral À criança e ao adolescente (Lei 8.069 de 13 de julho de 1990).

É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes a vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. (Art. 4º).
O Art. 53 estabelece que “a criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, o direito de ser respeitado por seus educadores, o direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores, o direito de organização e participação em entidades estudantis, o acesso a escola pública e gratuita próxima de sua residência, e no parágrafo único estabelece que é direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais.
Assim, esse artigo diz que a educação seja de qualidade, que resulte em benefícios a curto, médio e longo prazo ao indivíduo, dando oportunidade de acesso e direito a buscar esse acesso caso seja negado.
O ECA reserva o direito a profissionalização e à proteção no trabalho nos seus artigos 60 à 69. Com isso, não proíbe as tarefas domésticas eventuais e simples. Desde que essa não tenha cunho de obrigatoriedade e forçosamente, ou seja, na condição de aprendiz ( Art. 60 - é proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz).
O trabalho infantil é regulamentado em lei especial, tendo como princípios os fundamentos enunciados em leis maiores (Art. 61).
O artigo 62 conceitua aprendizagem como sendo a formação técnico-profissional ministrada segundo as diretrizes e bases da legislação de educação em vigor. E o artigo posterior declara alguns princípios da aprendizagem técnico-profissional, que são: a garantia de acesso e freqüência obrigatória ao ensino regular, a atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente e o horário especial para o exercício das atividades. Sendo remunerado através de bolsa de aprendizagem quando menor de 14 anos, e aos maiores de 14 anos são assegurados os direitos trabalhistas e previdenciários.
O art. 67 trás em seu corpo algumas proibições ao trabalho de adolescentes, que estão relacionadas ao trabalho noturno, periculosidade, insalubridade e horários que não permitam a freqüência a escola.
Devido a postulação de que todos devem zelar pelos direitos da criança e do adolescente. É visto que todos podem denunciar qualquer abuso, sendo que lhe é garantido o direito de sigilo.
As medidas sócio-educativas são aquelas penalidades aplicadas aos menores infratores. Elas se resumem em advertência, obrigação de reparar o dano, pressão de serviços à comunidade, liberdade assistida; inserção em regime de semi-liberdade, e internação em estabelecimento educacional.
São atribuições do Conselho Tutelar atender as crianças e adolescentes nas hipóteses previstas em lei, atender e aconselhar os pais ou responsável, aplicando as medidas previstas em lei, promover a execução de suas decisões, podendo para tanto requisitar serviços públicos nas áreas de saúde, educação, serviço social, previdência, trabalho e segurança; representar junto à autoridade judiciária nos casos de descumprimento injustificado de suas deliberações, encaminhar ao Ministério Público notícia de fato que constitua infração administrativa ou penal contra os direitos da criança ou adolescente; encaminhar à autoridade judiciária os casos de sua competência, providenciar a medida estabelecida pela autoridade judiciária, para o adolescente autor de ato infracional, expedir notificações, requisitar certidões de nascimento e de óbito de criança ou adolescente quando necessário, assessorar o Poder Executivo local na elaboração da proposta orçamentária para planos e programas de atendimento dos direitos da criança e do adolescente, representar, em nome da pessoa e da família, contra a violação dos direitos previstos no art. 220, § 39, inciso II da Constituição Federal, representar ao Ministério Público, para efeito das ações de perda ou suspensão do pátrio poder.
O art 149 estabelece que compete à autoridade judiciária disciplinar, através de portaria, ou autorizar, mediante alvará a entrada e permanência de criança ou adolescente, desacompanhado dos pais ou responsável, em casa que explore comercialmente diversões eletrônicas. Aplica-se ao boliche por analogia, já que a maioria dos boliches são informatizados e se comparam a jogos eletrônicos.
O art. 245 trata da obrigatoriedade de denúncia de maus-tratos envolvendo criança ou adolescente. Estando a escola obrigada a denunciar quem quer que seja, sob pena de multa. Quanto ao professor tocar no aluno, depende de cada caso. Com a violência dos dias atuais, pode o professor agir em legítima defesa.
Conselho Tutelar /2008

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

ESTILOS DE LIDERANÇA



1 INTRODUÇÃO

A liderança está presente não somente em grupos grandes e com disponibilidade financeira grande. Pelo contrário, ela está presente onde estiver grupo. Baseada em valores como construir, educar, apoiar, fortalecer e liberdade, a liderança precisa ser exercida para que os objetivos do trabalho grupal sejam eficazmente alcançados.

Não existe um parâmetro de defina a qualidade ou quantidade de liderança a ser exercida. Cabe a cada um dominar suas próprias técnicas e sair a campo para trabalhar com as ferramentas e o conhecimento que tem. Quais são os aspectos que envolvem a liderança? Quais são os estilos de liderança? Como pode-se definir a liderança situacional?


2 ASPECTOS DA LIDERANÇA

A liderança compreende alguns aspectos que podem ser delimitados pelo estudo de seus componentes. São eles: o líder, os liderados, a tarefa e a conjuntura. O líder deve ter uma postura que contribua para a evolução dos profissionais que os cercam. Souto (2008, p. 63) esclarece que na função de líder, “os resultados desses profissionais sofrem interferências de suas características individuais, seu estilo de liderança e sua motivações”.

Para Campos (2007, p. 01) afirma que os verdadeiros líderes tomam as seguintes atitudes:

- Usam muito mais a capacidade de influência do que o poder de comando.
- Sabem ouvir cada integrante da equipe e fazer uso das informações que recebem.
- Não micro-gerenciam a execução das tarefas, nem criam dependências desnecessárias (no estilo “quero carimbar todos os documentos que você for enviar”).
- Confiam na equipe e procuram fazer com que a equipe confie nele.
- Valorizam opiniões e perspectivas de outros.
-Comunicam claramente à equipe e ao público interno quais os objetivos e metas

Os liderados são aqueles que contribuem para com o líder. Só é possível falar em liderança, pela existência deste grupo de pessoas. O líder não pode desconsiderar as motivações, o interesse e as capacidades de seus liderados. Souto (2008, p. 63) aponta que a competência é inversamente proporcional à liderança. Quanto maior a competência há no grupo, menos a necessidade de liderança.

Em toda e qualquer empresa que realizem projetos é evidente que existam objetivos, que é o que faz com que haja unidade de um grupo em torno de um mesmo objetivo ou uma missão. “ A missão moral enfatiza um desafio a ser vencido e apela para os sentimentos (...) dos liderados. A missão calculista, por outro lado, envolve uma recompensa material ou psicológica em troca de seu comprometimento” (SOUTO, 2008, p. 64).

O resultado da liderança também depende do contexto em que o exercício se realiza. Podem fazer parte deste contexto os aspectos sociais, culturais, econômicos e histórico-organizacionais.


3 ESTILOS DE LIDERANÇA E LIDERANÇA SITUACIONAL

Tem-se como autocracia a liderança em que o líder toma suas decisões sem nenhum tipo de participação de outros. Para Souto (2008, p. 65) “o líder autocrático é também conhecido com o Liderança Orientada para a Tarefa, ou seja, o líder preocupa-se com a tarefa em si, deixando o grupo em segundo lugar. Destaca-se o cumprimento de metas, de padrões de qualidade e prazo.”

Na liderança democrática ocorre o oposto da autocrática. “os líderes que fundamentam suas práticas neste estilo debatem e compartilham sua autoridade com o grupo. Eles estimulam a participação e todos são chamados a contribuir, a expressar suas opiniões” (SOUTO, 2008, p. 65).

Na liderança bidimensional há um conglomerado das idéias das lideranças autocráticas e democráticas. Os resultados devem satisfazer a equipe (liderança orientada para pessoas) e também o desempenho de tarefas (liderança orientada para tarefas).
Na liderança carismática há o encorajamento e a inspiração dos liderados, a lealdade e a devoção, apelando às emoções, levando as pessoas renunciarem de suas metas por objetivos comuns.

Na liderança transacional o líder propõe recompensas materiais para a concretização de objetivos (SOUTO, 2008, p. 67).

Na liderança situacional a prática deve adaptar-se a situação. Existem modelos de liderança situacional, dentre esses está o de Paul Hersey e kenneth Blanchard que em nível de competência e motivação influenciam no uso da autoridade.

Tem-se então 4 formas de liderança situacional. A primeira é o comando, que atinge pessoas com baixo nível de maturidade (o líder dá ordens). Na segunda forma é para aqueles que querem assumir responsabilidade, mas tem pouco conhecimento e experiência (o líder direciona e motiva!). Na terceira forma falta motivação e tem-se competência (o líder direciona e motiva!). E na quarta forma há competência e motivação (o líder delega!). No estilo 1 fala-se em comando, no 2 em venda, no 3 em participação e no 4 em delegação.


5 CONCLUSÃO

A liderança permite que este assunto seja classificado de várias formas. As lideranças em geral demonstram hibridismo em suas formas. As formas de lideranças podem ser carismática, transacional, democrática, e autocrática. E permitem visualizar melhor como ocorrem as transformações no universo administrativo.

Definir aspectos de liderança permite conhecer como ela se constitui tarefa importante quando se estuda processos administrativos. Permite-se conhecer então o contexto em que ela se apresenta e as atitudes tomadas pelos líderes em geral, dentre os quais a que pode ser mais importante é a influência, visto que deve haver uma perfeita harmonia entre o líder e seus liderados.

O entrosamento entre o líder e os demais componentes do processo administrativo favorece ao cumprimento de metas estabelecidas no planejamento. É obrigação do líder se relacionar bem com os liderados agindo em unidade.

As tarefas devem ser executadas em equipe relevando as competências individuais. As habilidades variam devido ao contexto a que cada uma é submetida e se desenvolve. Os estilos estudados demonstram uma evolução nas formas administrativas. Pois denunciam o histórico da administração de empresas que no início eram administrados de forma autocrática amenizando a rigorosidade das ordens aos poucos.

A forma situacional nota-se certo ponto positivo quando olha-se para os aspectos imediatos, porém é um modo que tende a ser enfraquecido com o tempo se o líder não for dinâmico e capaz de revolucionar a sua equipe.


6 REFERÊNCIAS

CAMPOS, Augusto. Liderança: saber os conceitos não é o suficiente. (2007). Disponível em: http://www.efetividade.net/2007/09/18/lideranca-saber-os-conceitos-nao-e-o-suficiente/#more-292. Acesso em: 05/05/2008.

SOUTO, Jean Martins de. Técnicas de Gestão. Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI). Indaial: Ed. Asselvi, 2008.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

ENDIVIDAMENTO PÚBLICO


1 INTRODUÇÃO

O Estado Brasileiro tem um território enorme o que exige de seus administradores capacidade extraordinária para conduzi-lo de forma eficiente. A diversidade cultural, religiosa e social impõem que sejam atendidas ao mesmo tempo inúmeras pessoas, que sejam restados diversos serviços, e que sejam atendidos inúmeros interesses.

Se o Brasil já enfrentas esses desgastes, o clima se agrava quando olha-se pelo viés Estadual e suas divisões em municípios. Levantar um dado exato da dívida pública é quase impossível, o que se pode fazer é apenas uma estimativa. Se o histórico colonial leva a crer que o Brasil é um caso perdido, os últimos progressos concorrem para uma prova contrária de que apesar das constantes crises pó Brasil está em um patamar instável.

Todavia, as ações governamentais e a dinâmica social não param. Exigindo que a cada dia novos gastos sejam feitos. Para se evitar que a situação se agrave é que são criados sistemas e legislações preventivas e repressoras de atividades imorais. Nesse paper, verificar-se-á a contextualização do endividamento público no momento atual, bem como será explanada de forma sucinta a Lei de Responsabilidade Fiscal.

2 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ENDIVIDAMENTO


Segundo dados de diversos indicadores o endividamento público brasileiro aumentou muito de 1994 e 2003. Contudo atualmente vem se reduzindo mesmo que de forma bastante lenta. É provável que a divida liquida do setor público e o PIB se encontrem em torno de 51%.

O endividamento dos Estados pode ser determinado por diferentes indicadores, os mais utilizados são os definidos pela própria LRF, os quais são relacionados no Demonstrativo da Dívida Consolidada e Mobiliária, fazendo parte do Relatório de Gestão Fiscal, exigido pela LRF em seu Art. 55, dos quais identificou-se dois indicadores: o primeiro é a relação entre a Dívida Consolidada Líquida (DCL) e a Receita Corrente Líquida (RCL), que indica o quanto da RCL está comprometida com o montante das dívidas líquidas e o segundo é a relação entre os Encargos da Dívida Consolidada (EDC) e a Receita Corrente Líquida (RCL), indica a parcela da RCL comprometida com a amortização da dívida consolidada. (MELLO, 2005, p. 45).

Por Dívida Consolidada Líquida (DCL), segundo a Resolução 43, 2001, entenda-se como a dívida consolidada, deduzidas as disponibilidades de caixa, as aplicações financeiras e os demais haveres financeiros. Da mesma forma, entenda-se como Encargos da Dívida Consolidada (EDC) são os valores comprometidos com as amortizações, juros e demais encargos da dívida consolidada, inclusive relativa a valores a desembolsar de operações de crédito já contratadas e a contratar, e por Receitas Correntes (RC) é a soma de todas as receitas tributárias, de contribuições, patrimoniais, agropecuárias, industriais, de serviços, as transferências correntes e outras receitas correntes.

O Brasil encontra-se nos primeiros lugares da lista dos países que são maus administrados. Isso não é somente um problema das administrações atuais, bem pelo contrário se arrasta desde muitos anos, e o problema se agrava ainda mais quando se observa as dívidas dos Estados. Lopreato apud Mello (2005, p. 42) afirma que o endividamento dos Estados Brasileiros tem muitas explicações:

Como sendo decorrente da liberdade dos governadores usarem a articulação financeira entre o tesouro, os bancos estaduais e as empresas na alavancagem de recursos, onde os bancos estaduais concentraram elevada parcela dos empréstimos nos próprios Estados, compensando a redução do crédito dos agentes federais, além de comprometerem parte de seus ativos no carregamento dos títulos da dívida mobiliária, sobretudo nos principais Estados responsáveis pela expansão das dívidas mobiliárias como fonte de captação de recursos.

Outro fator de endividamento é o não desenvolvimento de condições sustentáveis para o total das dívidas estaduais e as latas taxas de juros de dividas não negociadas. Contudo, essa renegociação parcial da dívida e as medidas de controle do acesso a novos financiamentos não ajudaram muito a estancar o endividamento.
Pode-se afirmar que o aumento da dívida também se deve ao a dependência de recursos transferidos pelo governo federal, a estrutura de gastos desses governos e a importância econômica do Estado (MELLO, 2005, p. 43).

O endividamento público se constitui em enorme problema para a população que sofre restrições nos serviços e para os administradores futuros que recebem o quinhão da dívida para pagar ficando com as mãos amarradas. É por isso que, em 2000 foi editada uma lei complementar que restringe os gastos públicos e possível endividamento.


03 RESULTADOS DA LEI COMPLEMENTAR N.º 101/2000

A Lei Complementar nº 101 de 4 de maio de 2000 é comumente chamada de Lei de Responsabilidade Fiscal e estabelece normas de finanças públicas voltadas a responsabilidade na gestão fiscal, cujo um dos objetivos, dentre os inúmeros nela definidos, é controlar o avanço do endividamento com a fixação de regras e limites. A LRF é muito importante porque ela fixa limites a determinadas despesas, exigindo que se criem metas para controle da dívida pública, considerando os princípios da transparência e do equilíbrio nas contas públicas.

Com a implantação da Lei Complementar 101/2000 evidenciou-se uma leve mudança na condução dos gastos públicos, visto que segundo o que aponta Mello (2005, p. 46) “tanto a relação do comprometimento de RCL no montante de dívidas líquidas quanto os prazos de amortização da dívida não sofreram alteração. O que alterou foi os valores de amortização da dívida, os quais aumentaram após a implantação da lei”.

Existe uma visão negativista da eficácia da LC 101/2000 na redução da dívida pública pois ela não conseguiu fazer com que ocorre-se a redução do endividamento e cumprimento dos limites de endividamento.


4 CONCLUSÃO

Diante do exposto, verificou-se que a crise da dívida pública se condiciona as ações econômicas externas e internas. Atingindo não só os entes públicos, mas a sociedade civil que depende dos serviços públicos essenciais.
A dívida pública brasileira é elevada e necessita de tratamento urgente por parte daqueles que detém o poder decisório. É preciso criar condições de auto-sustentabilidade para que o nível da dívida diminua e proporcione melhores condições de vida administrativa.

Muitas são as ações encontradas para que isso ocorra e uma dela é a criação de leis direcionadas ao controle fiscal. Foi promulgada a Lei Complementar 101 de 04 de maio 2000 que objetiva um maior controle dos gastos fiscais. Contudo, após alguns anos passado de sua eficácia pouco se verificou de resultados, senão apenas um controle maior para burlar a legalidade.

5 REFERÊNCIAS

BRASIL, Senado Federal. Lei Complementar 101. 04 de maio de 2000.

MELLO, Gilmar R. • SLOMSKI, V. • CORRAR, Luiz J. Estudo dos Reflexos da Lei de Responsabilidade Fiscal no Endividamento dos Estados Brasileiros. UnB Contábil – Jan/ Jun – 2005. p.p. 41-60.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

O USO DA ESTATÍSTICA NAS EMPRESAS BRASILEIRAS



1. INTRODUÇÃO

A sociedade muda constantemente, não sendo possível determinar o momento exato de quando essa mudança ocorre. A inserção de determinados instrumentos na vida cotidiana das pessoas reflete diretamente na maneira como elas se comportam socialmente, tendo em vista que é no âmago social que se constituem as preferências e as limitações de consumidor.

Não nos comunicamos apenas pela escrita; o conjunto de fatos sociais diz muito sobre a forma de pensar das pessoas, assim como as tradições e a cultura de um povo esclarecem muitos aspectos da sua forma de ver o mundo e de aproximar-se dele.

Então, a constatação de que os fatos sempre ocorrem dentro de um contexto determinado nos induzem a concluir que os consumidores ao preferirem algum produto tem um motivo e esses motivos podem ser desvendados com o uso de técnicas apropriadas. E é aí que a estatística consegue executar uma de suas finalidades em construir dados que possibilitem visualizar a realidade social.

2. CONCEITO DE ESTATÍSTICA

O que modernamente se conhece como estatística, “é um conjunto de técnicas e métodos de pesquisa que entre outros tópicos envolve o planejamento do experimento a ser realizado, a coleta qualificada dos dados, a inferência, o processamento, a análise e a disseminação das informações”. (ENCE, 2008, s/p).

A Estatística é um segmento da matemática aplicada surgida nas questões de estado e governo. Daí o nome Estatística ser originário do termo latino status. Situações ocasionais como número de habitantes, quantidade de óbitos e nascimentos, quantidades produzidas e quantitativos das riquezas formaram os primórdios dos problemas que deram início ao pensamento estatístico. (JUNIOR, 2001, p. 36).

A necessidade de expressar o grau de incerteza na ocorrência dos experimentos e de explicar o fato de duas experiências iguais poderem ter resultados diferentes leva ao reconhecimento da racionalidade probabilística em eventos da natureza.

Carvalho apud Souza (2001, p. 03) leciona que numa sociedade onde a informação faz cada vez mais parte do dia-a-dia da maioria das crianças, onde grandes quantidades de dados fazem parte da realidade quotidiana das sociedades ocidentais, importa que as crianças, desde logo, consigam coligir, organizar, descrever dados de forma a saberem interpretá-las e, com base nelas, tomarem decisões.

Com o desenvolvimento da própria estatística foi possível obter dados e analisá-los de forma mais eficaz, permitindo assim, o controle e o estudo adequando de fenômenos, fatos, eventos e ocorrências em diversas áreas do conhecimento. A estatística objetiva fornecer métodos e técnicas para lidarmos, racionalmente, com situações sujeitas a incertezas.


3 ESTATÍSTICA E A EMPRESA BRASILEIRA

Tendo em vista que na sociedade moderna instauraram-se novas exigências de leitura dos códigos e linguagens nos meios de comunicação e no cotidiano das organizações. Atualmente, quase todos os meios de comunicação, como jornais, revistas, rádio, televisão e Internet lançam mão de modelos estatísticos como gráficos, diagramas, pictogramas, tabelas e pesquisas para integrar e enriquecer seus conjuntos de informações a serem divulgadas para a população. E nesse time ainda está o sistema empresarial que se utiliza da estatística para gerirem seus atos comerciais.

A utilização da Estatística deve ser estudada por todo e qualquer profissional que queira ter lugar no mercado de trabalho para que tenha em suas características profissionais a capacidade de lidar com suas realidades. Assim ele ao construir estatisticamente passe por procurar fundamentar suas praticas com base numa seleção de indicadores mais ou menos sortidos de acordo com as conveniências do momento, alicerçando os objetivos de seus projetos de forma contextual.

Os bancos universitários devem inserir em seus conteúdos instrumentos estatísticos que venham a preparar os futuros profissionais para o mercado de trabalho, visto a importância do desenvolvimento do pensamento estatístico frente às necessidades de todas as áreas do conhecimento.

Atualmente os dados estatísticos são obtidos, classificados e armazenados em meio magnético e disponibilizados em diversos sistemas de informação acessíveis a pesquisadores, cidadãos e organizações empresariais que, por sua vez, podem utilizá-los para o desenvolvimento de suas atividades. A expansão no processo de obtenção, armazenamento e disseminação de informações estatísticas têm sido acompanhados pelo rápido desenvolvimento de novas técnicas e metodologias de análise de dados estatísticos. A tecnologia de informação se ocupa destes instrumentos.


4 CONCLUSÃO

O homem é linguagem pura, sendo que o entendimento se dá na linguagem. Para formar cidadãos participativos, é preciso levar em consideração a noção de conhecimento geral dos fatos sociais e não somente de alfabetização ou domínio da escrita. A formação do profissional que trabalhará nas empresas do futuro deve ser centrada numa perspectiva política, social e cultural, possibilitando uma leitura estatística do mundo, que compreende a leitura e a escrita de dados como produtos de uma prática social em processo, na qual o sujeito e a educação precedem a escolarização.

A sociedade evolui de tal forma que os fatos se sucedem diariamente, necessitando de atenção especial em todos os ramos. A atividade empresarial se depara com novas formas de relacionamentos, seja na gestão de seu RH, na própria situação concorrencial, nas mutações corporativas, etc. Por isso, é possível afirmar que a inserção de determinados mecanismos no cotidiano das pessoas refletem diretamente na gestão empresarial, que deve estar preparada para as transformações, necessitando assim uma corrente.


5 REFERÊNCIAS

ENCE. - Estatística. Disponível em: http://www.ence.ibge.gov.br/estatistica/default.asp. Acesso em: 10/12/2008.

JUNIOR, Helio Rosseti. Educação Estatística no ensino básico: uma exigência do mundo do trabalho. Disponível em: http://recitec.cefetes.br/artigo/documentos/Artigo%205.pdf. Acesso em: 09/11/2008.

SOUZA, Antonio Carlos. A construção de Idéias Estatísticas. Disponível em: www.alb.com.br /anais16/sem15dpf/sm15ss01_01.pdf. Acesso em: 11/12/2008.



quarta-feira, 11 de junho de 2008

ÉTICA APLICADA AO CONHECIMENTO CIENTÍFICO


1 INTRODUÇÃO


Os homens norteiam seu comportamento com bases em valores expostos pela maioria e consagrados como algo benéfico e justo para a sociedade. O comportamento comum a todos os homens é formado pelas autoridades investidas de poder para que atuem para o bem comum.

A ética sempre foi um valor extremamente social, criado no seio da sociedade visa manter a ordem vigente e a boa relação entre as pessoas. Os valores considerados éticos mudam ao longo do tempo, assim, algumas atitudes consideradas éticas de acordo com os padrões éticos no passado, hoje podem não mais serem aceitos como éticos.

A formação cultural, religiosa, moral de um indivíduo, deve buscas sempre capacitá-lo a refletir, a desenvolver o senso crítico, a participação na sociedade. O presente trabalho tem como objetivo expor o conhecimento científico analisado sob a luz do conceito de ética.


3 CONCEITO DE ÉTICA

Ética é uma construção humana, produto social e humano com valor coercitivo. Não é algo dado pelo divino nem pela natureza, mas sim uma construção de séculos. A ética é dinâmica, ou maleável, porque se modifica ao longo dos anos. Em certos momentos é utilizada pelos aparelhos ideológicos para fortificar seu discurso opressor, maquiada pela premissa de que existe para reger a conduta humana na vida em sociedade.

Ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas não são fáceis de explicar quando alguém pergunta. Tradicionalmente ela é entendida como um estudo, uma reflexão, científica ou filosófica e eventualmente até tecnologia sobre costumes ou ações humanas. Mas também chamamos de ética a própria vida, conforme os costumes considerados corretos. A ética pode ser o estudo das ações e costumes, pode ser a própria realização de um tipo de comportamento. (WALLS, 1994, p. 7).

A ética baseia-se na idéia de fim e valor. O valor é imaginário como aquele ideal de bem comum. A idéia de fim é falseada pelo discurso dominante, como sendo importante para a manutenção da ordem e da moralidade.

As normas éticas são aquelas que prescrevem como o homem deve agir. Não são de caráter obrigatório como as jurídicas, mas nem por isso suas sanções são menos impositivas. A ética possui algumas características como a imperatividade, possibilidade de violação, e a imposição ao fato contrário. A ética é a ciência do comportamento humano, e suas normas prescrevem como o homem deve agir. Ela se impõe ao fato que a contraria, não perdendo sua validade mesmo no momento em que é violada. Isso se deve a sua imperatividade, à ordenação de uma direção a ser seguida.

A ética é referência para que a escolha do sujeito seja aceita como um princípio geral que respeite e proteja o ser humano no mundo. Nesse sentido, o ethos, como costumes, articula-se às escolhas que o sujeito faz ao longo da vida. A ética fundamenta a moral, ao expressar a sua natureza reflexiva na sistematização das normas. (FERREIRA, 2001, p. 32).

Por ser imperativa, a ética enuncia algo que “deve ser”, não apenas indicando, ou mesmo aconselhando. É a ética é categórica, ela determina, manda. É uma imposição que mostra o que deve ser feito e seguido. Todavia, ela possibilita a faculdade de segui-la ou não. Por isso, é algo que “deve ser” e não algo que “tenha que ser”. Por isso, a ética se liga a uma sanção, uma conseqüência por sua violação, sendo um meio de garantia de sua realização. E, além disso, ela apesar de ser violada, continua valendo mesmo contra seu transgressor.


4 CONCEITO CONHECIMENTO CIENTÍFICO E EMPÍRICO

Pode-se denominar conhecimento cientifico como sendo aquele que é racional, tendo a pretensão de ser sistemático e de rever aspectos da realidade. Que segunda as palavras de Tafner (2007, p. 113):

As noções de experiência e verificação são essenciais nas ciências; o conhecimento cientifico deve ser justificado e é sempre passível de revisão, desde que se possa provar sua inexatidão. (...) o conhecimento científico não atinge simplesmente os fenômenos na sua manifestação global, mas os atinge em suas causas, na sua constituição intima, caracterizando-se, desta forma, pela capacidade de analisar, de explicar, de desbotar, de justificar, de induzir ou aplicar as leis, de predizer com segurança eventos futuros.

A ciência existe para descobrir as verdades que ainda se fazem ocultas ao homem. Tornando-o sujeito de si, criando coisas até então inimagináveis.

Para Tafner (23007, p. 114) a investigação científica depende de procedimentos especiais, denominados métodos científicos. Gil apud Tafner (idem) ensina que o “método científico é conjunto de processos ou operações mentais que deve empregar na investigação. É a linha de raciocínio adotada no processo de pesquisa”.

O método dedutivo é aplicado quando se quer explicar o conteúdo pelas premissas expostas. Usando-se o silogismo, com duas premissas retira-se a terceira, denominada conclusão. As duas primeiras são chamadas premissa maior, premissa menor e a terceira conclusão.

No método indutivo há a afirmação do concreto, da experiência. Generaliza-se porque todos são. O método indutivo considera o particular para o geral.

No método hipotético-dedutivo o principal objetivo é derrubar a hipótese levantada. Das hipóteses levantadas deduzem-se conseqüências que deverão ser testadas ou falseadas.

No método científico dialético exige uma constante reflexão que induz a trocas e a reformulações de hipóteses e problemas.

No método fenomenológico não é dedutivo nem indutivo. Construindo a realidade socialmente, não sendo a única existente, portanto passível de refutação.

O método científico pode ser considerado segundo etapas seqüenciais, segundo Tafner (2007, p. 118):
a) Na observação ocorre a verificação dos problemas, não existe juízo de valor, apenas o conhecimento prévio de que algo está errado;
b) Na problematização são detectadas as evidências de que existe algo errado;
c) No levantamento de hipóteses consideram-se as prováveis soluções para os problemas verificados, devendo ser testável para ser verdadeira;
d) Na experimentação é a prática da hipótese, é o teste em si;
e) Na próxima etapa acontece a comprovação ou a refutação das hipóteses, onde o pesquisador utilizará os dados que ele levantou;
f) Por fim, na conclusão ou generalização acontecem novos questionamentos sobre o problema, “o pesquisador recomeçará o seu trabalho, problematizando novamente e levantando novas hipóteses” (TAFNER, 2007, p. 118).

O conhecimento científico é uma das formas de compreender e conhecer o mundo e o universo em que vivemos. No executar os métodos científicos aparentemente não se consegue vislumbrar o seu caráter ético, ou seja, as ações científicas não se importavam com o que o indivíduo pensava ou deixasse de pensar.

A bomba atômica da Segunda Guerra Mundial é um exemplo da utilização da cientificidade a favor da destruição. Outro exemplo que pode ser citado é são os homens bombas no Oriente Médio, ou os aviões usados no trágico “11 de Setembro”, que até chegar a ser usado com esse intuito foi motivo de muitas lágrimas de seus criadores.

Em contrapartida, o conhecimento cientifico pode ser utilizado para a melhoria na qualidade de vida das pessoas, como os tratamentos contra o câncer que levaram anos de experimentos laboratoriais e ainda continuam investindo nesse sentido. A busca incessante de cura para o vírus da AIDS e os avanços já alcançados demonstram outro exemplo deste uso ético do conhecimento científico.

É preciso analisar o conhecimento científico sob a luz da ética, sem denotarmos para o caráter ideológico dominador desta, para que consigamos imaginar o conhecimento científico com seu uso adequado aos padrões humanos aceitáveis.


5 CONCLUSÃO

O exposto no presente trabalho serve para demonstrar que o conhecimento cientifico pode ser usado para o bem comum ou para o mal. Do mesmo exemplo citado, o avião que é usado para bombardear é usado para resgatar vidas.

Os avanços decorrentes do aumento das pesquisas cientificas ocorridas nas últimas décadas podem e devem ser utilizadas para beneficiar a população em geral e não para ser mais um fator excludente. Se houve descoberta de curas, que essas sejam usadas para que a grande massa seja beneficiada.

Apoiar pesquisas científicas que beneficiem a população em geral, sem discriminação, mesmo que sejam de pequena escala é apoiar o desenvolvimento da sociedade. E que a inclusão científica seja uma realidade presente e não apenas futura para todos os brasileiros.

Somente com a inclusão das massas nos cerne do conhecimento científico, que será utilizado para o bem e não para o mal, é que poderemos falar em um conhecimento cientifico dotado de caráter ético. Caso contrário será mais devastador que o conhecimento vulgar a serviço da injustiça.


5 REFERÊNCIAS

FERREIRA, Amauri Carlos. Ensino Religioso nas fronteiras da ética. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.

TAFNER, José. Metodologia do Trabalho Acadêmico. Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI) – Indaial: Ed. ASSELVI, 2007.

VALLS, Álvaro. O que é ética? 9 ed. São Paulo: Brasiliense, 1994.


sábado, 5 de abril de 2008

O EXERCÍCIO DA LIDERANÇA NAS ORGANIZAÇÕES DO SÉCULO XXI



1 INTRODUÇÃO

Não é possível conceber a idéia de uma empresa contemporânea sem passar pela análise do termo liderança. Sempre que haver um grupo de pessoas reunido em torno de um objetivo comum é necessário que alguém tome frente as decisões e atitudes para que o grupo evolua. Da liderança emanam princípios fundamentais de união entre as pessoas, solidariedade, amizade e parceria. No entanto, encontram os líderes ao tomarem suas decisões que muitos dos seus liderados não gostam e não querem seguir suas idéias.

Costumes e comodidade impedem muitas vezes a mudança. Sejam porque liderança compreende a noção de poder e de status, bem como modificam as relações nas organizações. O líder sempre encontrará certa mudança na sua trajetória, todavia, está será em maior ou menor intensidade. Tendo em vista sua posição na organização.

Não existe uma norma concreta que trate da liderança, apenas instruções morais e éticas que determinam um limite a exercê-la, bem como sugestões da área administrativa para que os líderes sigam. O líder precisa ter conhecimento de diversas áreas do conhecimento para trabalhar. Nesse estudo abordar-se-á a liderança sob o aspecto da mudança e a resistência a essa. Considerando alguns aspectos que devem ser relevados na condução do grupo a conquista de seus objetivos.


2 CONTEXTUALIZAÇÃO DA LIDERANÇA

A liderança é uma tarefa difícil que envolve mais de um pólo do relacionamento. Um líder deve estar consciente de que precisa saber sobre esse assunto. Um líder pode ser um empresário, diretor, gerente, ou qualquer outra pessoa que influencie um determinado grupo a realizar ações que visam alcançar um objetivo.

Um líder deve conhecer seus liderados seus pontos fracos e fortes, conquistando a todos, com um controle emocional demonstrando equilíbrio, sempre se auto-analisando (e melhorando nos pontos que reconhece ser fraco), e por fim, precisa compreender que sozinho não chegará a nenhum lugar, então além de ouvir seus colaboradores e entender o que se passa no dia-a-dia de cada um. (QUEIRÓZ, 2008, p. 02).

Quando novos líderes são instituídos ou surgem a mudança em alguns pontos é inevitável. A mudança se constitui em uma meta para alcançar os seus objetivos quando não se constitui nos próprios objetivos. Para que se consiga a mudança é preciso conquistar respeito e apoio dos demais membros do grupo.

Os novos padrões de liderança exigem que os comandantes consigam o apoio e respeito dos seus liderados para atingir seus objetivos. Agora é tempo de perguntar: o que um líder deve fazer para conseguir o apoio da sua equipe? A resposta é aprender a edificar as pessoas que trabalham e interagem com você, para que o respeito e o apoio sejam manifestados. (MILERIS, 2008).

Assim, um líder deve estar preparado que enfrentará resistência na execução de sua liderança. Buscando convencer dos objetivos e da necessidade de todos caminharem juntos em busca de uma meta comum.


3 RESISTÊNCIA À MUDANÇA

A mudança tornou-se uma ponte central para a liderança. A resistência a mudança como uma das principais barreiras a mudanças bem-sucedidas. Os teóricos lançam então certas “receitas” de como conduzir essas transformações de forma mais efetiva, porém não são usadas. Sob o nome de estratégias ensinam como superar comportamentos resistentes adotados por empregados descontentes que podem impedir ou ameaçar o esforço de transformação.

Os líderes devem fazer uma avaliação antes de tomar as atitudes modificadoras, tendo uma abordagem individual e não somente sobre o coletivo. Pois muitas vezes o que está em desacordo é alguns individuais e não o todo, ou seja, a liderança não consegue uniformizar as metas de seus liderados, em que as organizações possuem um conjunto de forças opostas.

A resistência a mudança e consequentemente a liderança que tende a introduzir mudanças deve considerar em suas ações o indivíduo e o coletivo, devendo ser enfatizado as diferenças entre eles. Onde o padrão de comportamento do indivíduo é diferente do padrão do comportamento do grupo ao qual ele pertence, sendo que essa diferença seria permitida ou encorajada em culturas diferentes.

Podem ser instrumentos utilizados contra a resistência a mudanças, na visão de Hernandez (2001, p. 42), a educação e comunicação, participação e envolvimento, facilitação e suporte, negociação e acordo, manipulação e cooperação e coerção explicita e/ou implícita.

Ao abordar a resistência à mudança devem ser considerados seus vários ângulos. Assim, Hernandez (2001) leciona que a resistência faz parte da natureza, mas que hoje está se questionando trazendo-a a tona. Assim, ao procurar evitar ou prevenir a resistência, os agentes da mudança acabaram contribuindo para a sua ocorrência ou agravamento. E revela-se que a resistência é um comportamento definidos pelos detentores de poder quando são desafiados em seus privilégios lançam-se em oposições.

A resistência é vista como uma experiência nociva à organização uma vez que as mudanças trariam melhoria porá o desempenho das atividades. Tem-se em oposição que a resistência é um fenômeno saudável e positivo, visto que, às vezes nem sempre quem quer mudar tem a razão. Assim, em certos casos quem resiste tem um ângulo melhor da situação. A resistência é utilizada como uma desculpa para justificar processos de mudanças mal desenhados ou mal-sucedidos. Isto é, quando um projeto não dá certo, culpa-se a resistência por ter atrapalhado o seu desenvolvimento normal. É possível afirmar que os seres humanos são naturalmente resistentes à mudança, pela insegurança que a mudança traz.

Mirielis (2008) aponta como solução:

A cultura de uma empresa é percebida através da maneira de proceder de seus líderes, pois eles conseguem o comportamento que mostram e toleram. Você transforma a cultura de uma organização mudando o comportamento de seus líderes. E mede a mudança avaliando-a no comportamento pessoal deles no desempenho de seu negócio.

A resistência à mudança como um fenômeno massificado, isto é, a resistência é homogênia, onde as pessoas em organização são representadas como um corpo homogêneo que demonstra ou que supera a resistência como um agregado. A resistência não é uniforme e varia de indivíduo para indivíduo. E o fenômeno deve ser entendido como uma ocorrência social. Se a resistência ainda é vista como grande barreira à mudança, isso ocorre porque o modelo predominante é inadequado para captar a sua complexidade e, consequentemente, incapaz de ajudar o desenvolvimento de estratégias voltadas à prevenção da resistência.


3 CONCLUSÃO

Diante do contexto apresentado de liderança é possível afirmar que a liderança é uma tarefa que exige muito dos que se dispõe a liderar. O líder deve ter características especiais para que conduza o processo administrativo de forma satisfatória. O conhecimento dos seus liderados não se resume somente nas necessidades comparadas ao grupo, bem pelo contrário, o líder deve considerar seus liderados individualmente tendo em vista que a resistência pode ocorrer de forma coletiva como individual.

A resistência à mudança é um fenômeno normal que ocorre em toda e qualquer expressão de liderança, sejam organizações comerciais, não-governamentais ou mesmo nas religiosas. Isso pode ser explicado por diversas formas, entre elas, porque a liderança quando aplicada a mudar tende a ser compreendida como mudança nas relações de poder (o que não deixa de ser em parte verdade). Mas que não tem como principal objetivo senão a melhora nos resultados do grupo.

Um líder deve considerar alguns pressupostos ao exercer sua liderança. Esses pressupostos podem ser tanto positivos como negativos, e ajudam-no a conhecer melhor seu campo de trabalho. Todos eles são mais subjetivos que objetivos, até porque a liderança e a resistência são institutos e características administrativas totalmente subjetivas.


4 REFERÊNCIA

HERNANDEZ, J. M. da C. CALDAS, M. P. Resistência a Mudança: uma revisão crítica. RAE – Revista de administração de Empresas. 2001, São Paulo, v. 41, n.º 2. p. 31- 45.

QUEIRÓZ, Eugênio Sales. Valores da Liderança Moderna. Disponível em: http://www.venda mais.com.br/Lideranca/php/verMateria.php?cod=43607. Acesso em: 14/05/2008.
MILERIS, Wilson. Edifique para ser edificado. (2008). Disponível em: http://www.vendamais. com.br/Lideranca/